Sul Fluminense - Terça-Feira, 7 de setembro de 2010
TEMPO: VOLTA REDONDA
max: 23°
min: 16º
BUSCA:

Colunas

Ponto Z (por: José de Oliveira )
Lendas Urbanas

Lendas Urbanas

No meu tempo de menino, a criançada contava que aquele numerozinho que aparecia na dobra da caixinha do chiclete dava prêmio. Quando eu me interessava pelo prêmio, tinha sempre alguém que ganhou, mas ninguém sabia onde morava, como recebeu o prêmio, muito menos qual era o prêmio.
Mais tarde, dentre muitas e muitas estórias, contaram-me que os lacres das latinhas de refrigerante, cerveja e similares deviam ser acondicionados em garrafas pet de 2 litros. Aquilo era uma fortuna. Dava em torno de R$ 150,00 ou, quando em bom número (não sei precisar), poderiam ser trocados por computadores. Sempre tinha um amigo que tinha um amigo que... Enfim, nunca soube onde trocar aquela tralha!
Há poucos dias, surgiu em São Paulo, o boato de que pessoas de branco, em um carro preto, sequestravam crianças, retiravam seus órgãos e os vendiam. Foi pânico geral: as pessoas já não saíam de suas casas, as crianças faltavam à escola, todos andavam sempre desconfiados, a ponto de fugir dos automóveis que, por ventura, parassem a sua frente. Porém, não se sabe de nenhum boletim de ocorrência desta natureza.
Há algum tempo e, de 4 em 4 anos, têm aparecido na cidade pessoas bem vestidas, bem aparentadas, de fala difícil, dizendo que vão fazer isso, fazer aquilo, mudar isso, mudar aquilo etc. Inclusive, amaldiçoam um tal pátio de manobra e prometem removê-lo. Ouço isso há, pelo menos, 33 anos. Não sei se devo acreditar. Sei lá! Estou meio descrente das coisas. Vejo até algumas placas alusivas à obra. Mas não têm data de início, valor, responsável, custo e prazo. Soa mais como uma carta de intenções. Quem sabe, não se trata de mais uma lenda urbana?

Postada em: 14/5/2010 | 20:31:49