#Edição15 – Por Wellington Pires
AVISO LEGAL: O ARTIGO É DE CONTEÚDO INFORMATIVO E NÃO VISA NENHUMA RECOMENDAÇÃO DE INVESTIMENTO.
Como já tivemos a oportunidade de falar, a renda fixa é a modalidade de investimento em que o investidor tem a previsibilidade do rendimento de sua aplicação.
Neste artigo veremos as principais opções de investimento para quem quer segurança e alguma liquidez – ainda que isso não traga muito retorno.
Desde já, alerto: esqueça a poupança como modalidade de investimento. Poupança só é boa para banco e não para o investidor, ok!? Lembre-se que “o tempo passa, o tempo voa e a poupança” não continua numa boa já tem tempo. Quem é dessa época sabe o que estou dizendo.
Ressalto que o objetivo aqui é descomplicar os investimentos, portanto, tal qual uma licença poética, não irei me prender a conceituação técnica e complexa. Vamos falar de forma simples, objetiva e resumida.
Primeiramente, sobre algumas opções não tão populares, como as Letras de Créditos Imobiliários (LCI) e do Agronegócio (LCA) e também os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e do Agronegócio (CRA).
Essas opções são uma promessa de pagamento tendo em vista que você faz um tipo de empréstimo do seu dinheiro para ser investido em programas habitacionais ou no agronegócio brasileiro.
O rendimento é determinado por taxas e índices previamente estabelecidos. Geralmente essas aplicações são de médio a longo prazo – o que aumenta o risco que elas oferecem e não garantem liquidez, caso precise do dinheiro antes do prazo.
Outra opção são as Debêntures, em que grandes companhias buscam empréstimos para seus projetos sem contratá-los com bancos. Elas pedem o empréstimo diretamente, inclusive com pessoas físicas e oferecem uma taxa remuneratória. Também pode ser um investimento de médio a longo prazo e tem seu risco a depender da empresa.
Os Fundos de Investimentos em Renda Fixa são outra opção. Aqui um grande gestor capta o seu dinheiro e ele mesmo faz aplicações em uma série de produtos que compõem o fundo. O investidor se torna um cotista do fundo e tem a remuneração de acordo com os produtos da carteira. Há fundos de resgate imediato e outros de longo prazo.
Há também o Certificado de Depósito Bancário (CDB) que funciona da seguinte forma: você empresta seu dinheiro ao banco, que lhe remunerará tendo por base o Certificado de Depósito Interbancário. A rentabilidade mínima do CDI, para valer o investimento, deve ser de 100%. Existe porcentagem ainda maior, mas que também influenciam no tempo mínimo que o dinheiro deve ficar aplicado. Contudo há CBD’s de liquidez diária e outros com prazos fixados e o risco é baixo
Por fim você pode se tornar um credor do governo brasileiro por meio do Tesouro Direto, que é outra opção de renda fixa em que você faz um empréstimo lastreado em títulos públicos. Aqui o risco também é baixo e existem várias formas e prazos de fazer este investimento.
Todas estas opções, caso queira aplicar em alguma, você encontra em bancos e em corretoras.
Para não prolongar, no próximo artigo seguiremos neste tema.
Um forte abraço!
#vemcomigo
Wellington Pires é advogado, especialista em direito público, analista em gestão pública e consultor em educação financeira e investimentos.
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