Itatiaia
O Parque Nacional do Itatiaia registrou, em 2025, uma redução de 80% na área atingida por incêndios em comparação com 2024, consolidando um dos resultados mais expressivos dos últimos anos no combate ao fogo. A área queimada caiu de 330 hectares para 65 hectares, segundo levantamento técnico da equipe do parque.
Ao longo do ano, foram contabilizadas 20 ocorrências de incêndio, sendo 5 dentro do parque e 15 no entorno da unidade de conservação. Nas áreas internas, aproximadamente 65 hectares foram atingidos. Já no entorno imediato — nas ocorrências com atuação das equipes do parque — a área afetada chegou a cerca de 89 hectares.
Todas as ocorrências foram mapeadas e georreferenciadas, permitindo maior precisão no monitoramento e no planejamento das ações de combate e prevenção.
O resultado é atribuído a um conjunto de estratégias que envolve prevenção, monitoramento constante e combate rápido. Um dos diferenciais é o sistema de vigilância por câmeras instalado em pontos estratégicos, que permite a identificação precoce de focos de incêndio.
Outro fator determinante foi o aumento dos investimentos. Desde 2023, cerca de R$ 1 milhão foram aplicados em equipamentos, tecnologia, maquinário e na estrutura das bases de combate, ampliando a capacidade de resposta das equipes.

Apesar dos avanços, as áreas de divisa continuam sendo os pontos mais críticos. Grande parte dos incêndios tem origem fora dos limites do parque, reforçando a necessidade de integração com o entorno e ações preventivas junto à população.
De acordo com a administração da unidade, a maioria dos incêndios tem origem humana e poderia ser evitada, seja por queimadas irregulares, descarte de bitucas de cigarro ou uso inadequado de fogo em períodos de seca.
Além do combate, o parque intensificou ações de conscientização, orientando visitantes e moradores sobre práticas seguras, como o uso de fogareiros apenas em áreas permitidas e a proibição de queimadas.
“É importante a população continuar nessa contribuição, evitando queimar lixo e fazer limpezas de terrenos, principalmente nos períodos mais secos”, citou o diretor do parque, Felipe Mendonça.
Apesar da queda expressiva na área atingida, o alerta permanece. Os incêndios seguem como uma das principais ameaças à biodiversidade do parque, afetando diretamente os campos de altitude, a fauna, a flora e a disponibilidade de água na região.
“Mesmo com a redução da área atingida, cada incêndio representa uma perda ambiental significativa. Moradores e visitantes precisam evitar o uso do fogo, principalmente nos períodos de seca. A prevenção é o caminho mais eficaz”, destacou Mendonça.
Os dados históricos indicam que, apesar de oscilações ao longo dos anos, a tendência recente é de redução das áreas queimadas, resultado do fortalecimento das ações de gestão e da atuação integrada das equipes.


















