Segunda fase da Operação Infiltrados ocorre no Rio e em São Paulo e apura também ameaças e cooptação de servidores
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta sexta-feira (18) a segunda fase da Operação Infiltrados, contra os líderes de uma organização criminosa que operava por meio da subtração eletrônica de valores da CAIXA, além de praticar graves atos de obstrução de justiça e tentar interferir no curso das apurações.
Na ação de hoje, policiais federais cumprem quatro mandados de prisão preventiva em desfavor dos líderes do grupo investigado, nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo. A deflagração visa desarticular a organização criminosa por meio da prisão de seus líderes, que seguiram tentando interferir no curso da ação penal, mediante cooptação de servidores da Justiça Federal e ameaças contra os investigadores, apesar de terem sofrido medidas de busca e apreensão e indiciamentos.
Na primeira fase da operação, denominada Operação Trampo, a Polícia Federal já havia detectado que os criminosos subtraíram cerca de R$ 45 milhões de correntistas e beneficiários da CAIXA, por meio de acesso a dados sigilosos.
Com o avanço das apurações, a PF revelou que o grupo criminoso contava com a participação de servidores públicos e de outros suspeitos para embaraçar possíveis investigações e vazar informações privilegiadas, além de possuir suporte de pessoas ligadas à contravenção.
Os investigados já respondem por furto mediante fraude, lavagem de dinheiro e organização criminosa, e também poderão responder pelos crimes de obstrução violenta de justiça e violação de sigilo funcional, sem prejuízo de eventuais outros delitos quem possam ser revelados no decorrer das apurações.



















