Estudantes vão plantar espécies nativas da Mata Atlântica e acompanhar a recuperação de uma área afetada pela erosão
Barra do Piraí ganha um novo olhar sobre um de seus espaços mais importantes e ainda pouco conhecido por grande parte da população: o Horto Municipal. Foi para lá que os estudantes do SESI Barra do Piraí voltaram sua atenção. Nesta segunda (28), eles iniciaram uma experiência que une educação ambiental, ciência, tecnologia e cidadania. O ponto de partida é a recuperação de uma pequena voçoroca dentro do grande território do Horto, em uma área agredida pela erosão que agora se torna ‘laboratório vivo’ de aprendizagem e cuidado.
Para o experimento, a turma escolheu duas espécies nativas da Mata Atlântica como pioneiras: a aroeira-vermelha (Schinus terebinthifolius), de crescimento rápido e raiz que ajuda a segurar o solo, e o araçá-amarelo (Psidium cattleianum), que atrai fauna e acelera a regeneração natural. Outras espécies poderão se juntar ao plantio ao longo do processo.
O trabalho conta com o apoio da CEDAE, administradora do Horto em conjunto com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente. Também o MEP.VR, através da equipe Socioambiental, com sua trajetória em cidadania e meio ambiente, colabora com a proposta e participou da primeira atividade de campo com os estudantes e professores.
A experiência é conduzida na escola pelas professoras Raiane Dandara ( quimica) e Larissa Paiva(biologia) de forma interdisciplinar, que inclusive recebeu através de Dandara Real, engenheira florestal e ex-voluntária do Pré-Vestibular Cidadão do MEP, através do Zezinho, que esteve no local levou orientações sobre as espécies e alguns parâmetros metodológicos para o trabalho.
No Horto, os estudantes executaram prática construindo parâmetros para ficha de observação: localização, crescimento, altura, circunferência do tronco, ramos, largura e formato da copa, quantidade de folhas, brotações, flores e frutos, sinais de pragas e estado geral da planta – complementada por fotos padronizadas, sempre do mesmo ângulo. Os dados são registrados periódicamente e reunidos em um QR Code criado e alimentado pelos próprios estudantes, que ficará instalado na trilha do Horto.
Qualquer visitante poderá apontar o celular e acompanhar, em tempo real, a evolução daquela área em recuperação. A iniciativa faz parte de uma agenda ambiental mais ampla que a turma vem construindo com outros grupos, com ideias como pesquisa sobre barreiras para contenção de queimadas, ações de educação ecológica e desenvolvimento de robôs para aplicações ambientais.
Ao olhar para uma área importante de Barra do Piraí, ainda pouco conhecida por muitos, os estudantes mostram que a escola pode ser um espaço de investigação, divulgação e cuidado. Mais do que plantar duas árvores, eles estão ajudando a recuperar um pedaço divulgação, do território e a compartilhar conhecimento com toda a comunidade. Os estudantes animados retornaram à escola para iniciar o preparo das sementes e mudas.



















