Vereador de Volta Redonda defende articulação entre escolas, instituições de qualificação e empresas para preparar jovens para o mercado de trabalho
O vereador de Volta Redonda, Rodrigo Furtado, defende a criação de uma estratégia regional robusta para aproximar a educação, a formação técnica e o primeiro emprego no Sul Fluminense. O objetivo da proposta é criar um caminho contínuo, integrando escolas, instituições de ensino profissionalizante, poder público e setor produtivo, a fim de preparar os jovens para as oportunidades geradas pelas empresas já instaladas e pelos novos investimentos na região.
A iniciativa está diretamente ligada à proposta de fomentar um cinturão de empresas, aproveitando a vocação industrial de municípios como Volta Redonda, Barra Mansa, Porto Real e Resende.
“O desenvolvimento econômico e a educação profissional precisam ser planejados de forma conjunta. A atração de novas indústrias deve ser obrigatoriamente acompanhada pela preparação da nossa mão de obra, com cursos definidos a partir das necessidades reais e estruturais do mercado”, argumenta Rodrigo.
Da escola técnica à indústria
A própria trajetória profissional do parlamentar fundamenta o projeto. Técnico em Eletrônica formado pela Escola Técnica Pandiá Calógeras (ETPC), Rodrigo trabalhou por cerca de dez anos na CSN (nas áreas de produção, controladoria e fiscalização de contratos) e teve passagem pela GalvaSud.
Essa experiência o conecta diretamente ao eixo industrial de Porto Real e Resende. Inaugurada em 2000 como uma parceria entre a CSN e a ThyssenKrupp para o fornecimento de aço galvanizado ao mercado automotivo, a empresa passou a se chamar CSN Porto Real em 2004, após aquisição integral pela siderúrgica.
A intenção do vereador é ampliar esse caminho trilhado por ele para uma nova geração. A proposta visa vincular a formação técnica às atividades econômicas com potencial de crescimento no Sul Fluminense, englobando áreas como automação, eletrônica, eletrotécnica, mecânica, manutenção industrial, tecnologia, energia e logística.
ETPC como referência e o diálogo com o setor produtivo
Nesse cenário de qualificação, a ETPC integra a proposta como a grande referência regional. Mantida pela Fundação CSN, a escola atua em Volta Redonda desde 1944 — nascida da necessidade de formar mão de obra para a Usina Presidente Vargas — e já formou mais de 21 mil profissionais.
Por se tratar de uma instituição privada vinculada à Fundação CSN, Rodrigo ressalta que qualquer nova iniciativa no escopo do projeto dependerá de estreito diálogo e parceria, preservando a total autonomia da escola. O foco é ampliar a integração entre a vasta experiência da ETPC, o poder público e as empresas da região.
O planejamento regional respeitaria as vocações de cada município: Volta Redonda e Barra Mansa preservando sua tradição industrial e metalmecânica; Porto Real e Resende mantendo a forte ligação com a cadeia automotiva; abrindo espaço para novos setores tecnológicos e de energia.
Ampliação da Faetec
No âmbito público, o fortalecimento da Faetec é um dos pontos centrais. Em junho de 2024, Rodrigo apresentou ao então secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, Anderson Moraes, o pedido para a implantação de uma nova unidade em Volta Redonda, sugerindo o antigo Ciep Glória Roussim, no Retiro. O secretário afirmou, na ocasião, que o pleito seria analisado junto à direção da fundação.
As articulações já renderam frutos: para 2025, foi anunciado o curso de instalador de energia fotovoltaica na atual unidade da Faetec de Volta Redonda, uma resposta direta à demanda por trabalhadores qualificados no setor.
Ciência na base e Escolas Cívico-Militares
Para que o jovem chegue preparado ao ensino técnico, a estratégia começa nos primeiros anos escolares. Um dos focos é a implantação de projetos como o laboratório Intramuros, também discutido com o governo do Estado. Projetados para aproximar alunos do ensino fundamental da ciência, os laboratórios oferecem experiências práticas em Biologia, Química e Física para turmas de até 35 crianças (principalmente entre 8 e 12 anos).
Outro eixo estrutural é a expansão das escolas cívico-militares. Rodrigo é o autor da Lei Municipal nº 6.470/2024, que autoriza a implantação do programa na rede municipal de Volta Redonda. O modelo visa a melhoria dos indicadores da educação básica, da segurança e da infraestrutura escolar.
“O que estamos propondo é uma sequência lógica e integrada: despertar a ciência na escola, garantir uma formação básica forte e disciplinada, oferecer ensino técnico alinhado com a realidade das empresas e, finalmente, assegurar o primeiro emprego. É assim que conectamos de verdade a política educacional ao desenvolvimento do Sul Fluminense”, conclui o parlamentar.



















