Com negociação de R$ 12,7 bilhões pela cimenteira, companhia avalia vender participações em ferrovias, terminais portuários e outros ativos de infraestrutura
Volta Redonda — A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) avança nas negociações para vender sua operação de cimentos à chinesa Huaxin Building Materials, em uma transação avaliada em R$ 12,7 bilhões, e estuda novas vendas de ativos para reduzir seu endividamento. Entre as possibilidades estão a negociação de participações na MRS Logística, em terminais portuários de Itaguaí e em outros negócios de infraestrutura.
As informações são do Pipeline, do Valor Econômico, que revelou uma mudança na estratégia de desinvestimentos da companhia. Inicialmente, a CSN pretendia vender entre 20% e 30% de um conjunto de ativos de infraestrutura, avaliado em aproximadamente US$ 1 bilhão. Agora, diante do interesse de investidores, a empresa considera negociar participações em negócios específicos, separadamente.
Entre os ativos que mais despertam interesse estão a participação na MRS Logística e o terminal de contêineres Tecon, localizado no Porto de Itaguaí. O grupo também possui o terminal de cargas e granéis sólidos Tecar, a Tora Logística e instalações rodoviárias e ferroviárias.
O processo atrai investidores internacionais, como a gestora americana I Squared e a Global Infrastructure Partners (GIP), da BlackRock, além de empresas do setor logístico, como a Multiterminais.
A CSN pretende levantar entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões com a venda de ativos para reduzir sua dívida. Além das negociações com a chinesa Huaxin, a companhia acertou a venda da siderúrgica alemã SWT por 550 milhões de euros, aproximadamente R$ 3,1 bilhões.
O avanço dessas operações poderá diminuir a necessidade de vender outras participações, mas a companhia mantém em avaliação propostas para seus negócios de infraestrutura.
A possível negociação de uma fatia da MRS tem importância para o Sul Fluminense, onde a ferrovia desempenha papel estratégico no transporte de minério, aço e outras cargas industriais, especialmente nas operações ligadas à CSN em Volta Redonda e Barra Mansa.
Até o momento, não há acordo definitivo anunciado para a venda das participações em infraestrutura. A negociação da cimenteira com a Huaxin também depende da conclusão dos procedimentos contratuais e regulatórios.



















