Atividade promovida pelo Programa Produtores de Água e Floresta, do Comitê Guandu, apresentou etapas do cultivo e processamento da fruta e relacionou agricultura familiar à preservação ambiental
Estudantes da Escola Municipal Barão do Amparo, em Engenheiro Paulo de Frontin, participaram de uma atividade de educação ambiental no Sítio São Francisco, propriedade rural de Paulo Roberto, participante do Programa Produtores de Água e Floresta (PAF). Durante a visita, as crianças conheceram o cultivo da banana, as etapas de produção e o processamento da fruta, incluindo a fabricação de banana-passa.
Conduzida pela técnica do PAF Ingrid Coelho, a proposta foi conectar a experiência vivida na propriedade ao cotidiano escolar, aproximando os jovens da agricultura familiar e do território onde vivem.
“Foi muito bacana, uma turma muito participativa. A intenção foi conhecer o manejo da bananeira, a produção da banana e da banana-passa. Desenvolvi atividades de forma lúdica sobre esse processo, brincando e falando de solo, dos elementos do solo e da bananeira em si, até chegar na banana. E depois, para onde vai parar essa banana? Lá na escola, onde eles vão consumir. Foi bem legal fechar o ciclo dessa maneira”, explica.
O Sítio São Francisco faz parte do PAF e também fornece alimentos para escolas municipais de Engenheiro Paulo de Frontin, contribuindo para a alimentação dos estudantes por meio da agricultura familiar. A propriedade contribui para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) que garante que pelo menos 30% dos recursos da merenda escolar sejam destinados à compra direta de produtos da agricultura familiar.
“A gente foi contemplado pelo Programa Produtores de Água e Floresta e conseguiu recursos para adquirir mais mudas de banana, além de contar com a irrigação, que é fundamental para a produção. A banana precisa de muita água; se eu plantar em um lugar seco e não tiver irrigação, não vou ter sucesso. As mudas vêm de uma biofábrica em Andradas, Minas Gerais. Elas chegam em bandejas, a gente coloca em saquinhos e depois leva para a roça. O programa ajudou a gente a ampliar esse plantio”, conta Paulo Roberto, produtor rural do Sítio São Francisco.
Para Vera Lúcia Nascimento, diretora da Escola Municipal Barão do Amparo, a experiência reforça o trabalho de educação ambiental desenvolvido pela escola e aproxima os conteúdos pedagógicos da realidade dos estudantes.
“De acordo com a nossa missão na escola, a gente sempre trabalha essa consciência de preservar o meio ambiente. É o segundo momento em que estamos aqui, nessa produção de bananas, e é muito gratificante esse convite, porque incentivamos os alunos a cuidar do meio ambiente e, agora, eles podem conhecer a produção dos alimentos que recebem na escola. Assim, vivenciam como funciona a produção e depois se alimentam desses produtos”, afirma.
A diretora também destaca a importância de estimular o cuidado com a natureza desde a infância. “É de suma importância essa preservação, esse cuidado, porque a floresta somos nós mesmos. Temos que incentivar, enquanto educadores, para que eles, desde pequenos, comecem a preservar o meio onde vivem. Começando com essa atitude, teremos um futuro muito melhor, um mundo mais natural”, completa.
A atividade integra as ações de educação ambiental do Programa Produtores de Água e Floresta, que atua em parceria com proprietários rurais para promover a conservação e a restauração florestal, a proteção das nascentes e o cuidado com os recursos hídricos da Região Hidrográfica II. Ao aproximar estudantes das propriedades participantes, o programa também contribui para fortalecer a relação entre as comunidades, a produção rural e a conservação da natureza.
O Programa Produtores de Água e Floresta é uma iniciativa do Comitê Guandu, realizada pela AGEVAP, com recursos da cobrança pelo uso da água na RH II. O PAF atua na Região Hidrográfica II, nas cidades de Vassouras, Miguel Pereira, Mendes, Eng. Paulo de Frontin e Rio Claro, protegendo nascentes e criando uma rede de apoio entre os proprietários participantes e a equipe técnica do programa.
Para acompanhar e tirar dúvidas, acesse o Instagram do programa @paf_aguaefloresta.



















