Construída em 1950 com troncos de palmito-juçara, antiga central telefônica é adaptada para receber servidor cadeirante sem perder características originais
O Parque Nacional do Itatiaia (PNI) celebrou a conclusão das obras de restauração e adaptação da Casa Palmito, um dos marcos históricos da Unidade de Conservação. A iniciativa não apenas preserva a memória do primeiro parque nacional do Brasil, mas também estabelece um novo padrão de acessibilidade para servidores e colaboradores com deficiência.
De Central Telefônica a Lar Acessível
Inaugurada em 1950, a cabana rústica possui uma história singular: foi construída inteiramente com troncos de palmito-juçara (Euterpe edulis) que haviam sido apreendidos pelo parque na época. Originalmente, o espaço serviu como a central telefônica do Itatiaia. Para se comunicar com o parque naquela década, era necessário solicitar à telefonista a linha “Itatiaia 3”.
Ao longo dos últimos anos, a casa funcionou como alojamento para pesquisadores e servidores em missão. Agora, o imóvel ganha um propósito ainda mais nobre: será a residência de um servidor cadeirante que está sendo transferido para o PNI, garantindo-lhe plena autonomia e conforto.

Intervenções e Acessibilidade
A reforma, que contou com recursos públicos e o apoio vital da SOS Mata Atlântica, focou na modernização interna sem descaracterizar a fachada histórica. As principais melhorias incluíram:
- Construção de rampas de acesso com inclinação adequada.
- Adaptação completa de banheiro com barras de apoio e dimensões acessíveis.
- Redesenho da cozinha e áreas de circulação para facilitar a movimentação de cadeiras de rodas.
- Restauração dos troncos e da estrutura rústica original.
Trabalho em Equipe e Valorização do Patrimônio
A execução da obra foi realizada pela própria Equipe de Manutenção do PNI, cujos membros foram fundamentais para o sucesso do projeto: Carlos da Silva Gonçalves, Francisco Vicente de Oliveira, José Celso, Leonardo de Mendonça Silva, Luiz Cláudio Moreira, Matheus Francisco Moreira Alves, Robson Luiz Mendonça e Sebastião Rafael Barbosa Filho.
“A conservação do patrimônio histórico é um dos objetivos de criação do Parque Nacional do Itatiaia. Manter viva a memória de 1950, adaptando-a para as necessidades de inclusão do século XXI, reforça nosso compromisso de que o Parque é para todos”, destaca Felipe Cruz Mendonça, gestor do Parque Nacional do Itatiaia.



















