Entidade classificou termos como inadmissíveis e cobra reposição integral da inflação medida pelo INPC
O Sindicato dos Metalúrgicos do Sul Fluminense recusou, ainda na mesa de negociação na última quarta-feira, dia 6, a proposta da CSN para o Acordo Coletivo de Trabalho 2026/2027. A entidade classificou os termos como inadmissíveis e encerrou a reunião sem acordo. Não há data definida para um novo encontro entre as partes.
O principal ponto de discordância é a ausência de reposição integral da inflação medida pelo INPC. O sindicato avalia que a proposta representa, na prática, redução do poder de compra dos trabalhadores. A CSN havia apresentado reajuste salarial de 2% para salários até R$ 5 mil — contemplando operacionais, supervisores e técnicos — e de 1% para salários acima desse valor, além de abono equivalente a 2,23 salários para trabalhadores operacionais, pago em duas parcelas em junho e novembro de 2026, cartão extra de R$ 900 dividido em duas parcelas, cartão alimentação de R$ 1.112,07, auxílio creche de R$ 753,61 e manutenção dos benefícios atuais.
O presidente do sindicato, Odair Mariano, foi direto na avaliação. “Não podemos aceitar um acordo que ignora a reposição da inflação. Isso significa perda direta no salário do trabalhador. A categoria merece respeito e valorização, e essa proposta está muito distante disso”, afirmou. O diretor jurídico, Leandro Vaz, reforçou a posição da entidade. “Do ponto de vista jurídico e social, é uma proposta extremamente frágil. Não garantir a recomposição inflacionária fere o princípio básico de preservação do poder de compra. O sindicato não vai compactuar com retrocessos”, disse.
A entidade aguarda uma nova proposta que contemple, no mínimo, a reposição integral da inflação e avanços reais nas cláusulas econômicas. A CSN não se manifestou até o fechamento desta edição.



















