Estudo do UniFOA analisa políticas voltadas a 55 mil idosos e aponta integração entre saúde, atividade física e assistência como caminho para ampliar autonomia e qualidade de vida
Volta Redonda – Com 55.380 moradores com 60 anos ou mais, cerca de 21% da população, Volta Redonda enfrenta um cenário em que o envelhecimento passa a ter peso cada vez maior nas políticas públicas. Um estudo desenvolvido pelo Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) analisou a estrutura existente no município para atender essa população e promover saúde, autonomia e qualidade de vida.
O trabalho, intitulado “Estrutura, processos e alcance de uma política municipal de envelhecimento saudável: o caso de Volta Redonda, Rio de Janeiro”, foi apresentado nesta quinta-feira (3) ao prefeito Antonio Francisco Neto. Participaram da apresentação o presidente da Fundação Oswaldo Aranha (FOA), Eduardo Prado; o pró-reitor Acadêmico do UniFOA, Bruno Chaboli Gambarato; e a pró-reitora de Extensão, Carolina Callegário, que coordenaram o estudo.
Os números mostram o alcance dos serviços. O Programa Viva Melhor tem 7.227 participantes, enquanto a Assistência Social reúne 5.337 pessoas em 79 grupos, distribuídos por 35 Cras e três Centros de Convivência. A Policlínica da Melhor Idade realiza aproximadamente 1,5 mil atendimentos mensais.

A pesquisa identificou uma estrutura que combina atividade física, acompanhamento de doenças crônicas, vacinação, prevenção de quedas, visitas domiciliares, avaliação cognitiva, estimulação da memória, convivência e proteção social.
Um dos pontos analisados foi a relação entre atividade física e longevidade. Evidências científicas internacionais citadas no trabalho encontraram associação entre exercícios e aumento da expectativa de vida, chegando a 3,4 anos entre pessoas que atingem níveis próximos ao mínimo recomendado.
Com base nessas referências, os pesquisadores apontam que programas contínuos de atividade física podem contribuir para ganhos da ordem de dois a três anos na expectativa de vida, além de favorecer autonomia e capacidade funcional. O estudo ressalta, porém, que não é possível afirmar que os programas de Volta Redonda já tenham produzido esse aumento específico, o que dependeria de acompanhamento da população ao longo dos anos.
A pesquisa também analisou a Viagem da Melhor Idade, tratando a iniciativa como parte de uma política mais ampla. Para participar, o idoso precisa estar no Viva Melhor há pelo menos um ano, apresentar atestado médico atualizado e manter frequência mínima de 70% nas atividades.
Segundo o prefeito Antonio Francisco Neto, a intenção é manter os investimentos voltados ao envelhecimento com qualidade de vida.
Também acompanharam a apresentação a secretária municipal de Esporte e Lazer, Rose Vilela; o subsecretário Daniel Ferreira; a subsecretária de Assistência Social, Larissa Garcez; a coordenadora da Policlínica da Melhor Idade, Giuliana Ferreira Oliveira Silva; e a presidente do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa (CMDDPI/VR), Flávia Santos, além de outros representantes da administração municipal.
A conclusão do estudo aponta que, diante de uma população com mais de 55 mil idosos, a integração entre saúde, assistência, atividade física e convivência tende a ganhar importância crescente para preservar a independência e a capacidade funcional dessa parcela da população.



















