Atividade do MEP combinou apresentações musicais, retrospectiva sobre educação no Brasil e discussão sobre voto e desinformação
Antes de começar as aulas desta segunda-feira (5), o Pré-Vestibular Cidadão (PVC) do Movimento Ética na Política (MEP.VR) já estava em movimento. Por cerca de 15 minutos, o violino de Jonathan e o clarinete do professor Matheus fizeram ecoar pelo corredor e pelas salas da secretaria melodias como Ave Maria, canções de Gonzaguinha ,Tico-Tico no Fubá, entre outras. Era a música preparando o ambiente para uma noite marcada pela sincronia entre diferentes dimensões da educação.
Na mesma segunda-feira em que o Brasil lembrava os 38 anos da promulgação da Constituição Cidadã, a aula de Atualidades, conduzida pelo professor Pedro Paulo Vidal, com a colaboração dos professores Paulo Ricardo e Abigail Ribeiro, propôs aos estudantes uma viagem pela história brasileira, de 1500 a 2026.
Uma linha do tempo relacionou acontecimentos políticos e sociais às transformações da educação, passando pela criação das primeiras universidades, pelas mudanças do século XX e chegando ao Enem e a políticas de acesso ao ensino superior, como ProUni, Sisu, Fies,Pé de meia e CPOP, entre outras iniciativas. A mensagem era clara: as oportunidades educacionais não surgem por acaso; são resultado de processos históricos, políticos e sociais.
No intervalo, antes da aula de História com o professor Daniel Cruz, a reflexão ganhou outra dimensão com a presença fraterna do padre Juarez Sampaio, pároco da Paróquia Santo Antônio. Em uma breve conversa sobre cidadania e o voto, junto ao JUVMEP, o sacerdote chamou a atenção para a responsabilidade da escolha eleitoral, os efeitos da negligência política e os perigos da desinformação.
Para a estudante Liz, foi um momento “rico em informação e construtivo”, especialmente pela abordagem sobre a negligência política e os males que a desinformação pode provocar no futuro do Brasil. Pedro Paulo destacou a atenção dos estudantes e registrou uma frase do padre que sintetizou sua preocupação com a juventude e os empobrecidos: “Os sofrimentos dos pobres têm que ser o sofrimento do pastor.”
No fechamento da noite, Matheus, professor e integrante do JUVMEP, sistematizou a noite ao destacar a ciência para a conversa e deixou uma frase que dialogou com todo o sentido daquela experiência: “A ciência não combina com a desesperança.”
A frase pareceu costurar a noite. A música despertou a sensibilidade; a história ajudou a compreender o presente; a cidadania chamou à responsabilidade do voto; a ciência apontou para o futuro.
Foi uma noite em que a sala de aula ultrapassou seus próprios limites. No PVC, preparar-se para a universidade também significa preparar-se para a vida pública, para o exercício da cidadania e para a construção de um futuro em que conhecimento e esperança caminhem juntos.
Assim, a noite terminou como uma verdadeira experiência da “Escola MEP”: a arte expressa pela música, o conhecimento construído pela história, a cidadania debatida pela palavra e a esperança como horizonte.



















