Candidato do PL recebe 47,03% dos votos contra 45,16% do presidente; brasileiros voltam às urnas no dia 25 de outubro
Brasília
A Presidência da República será decidida no segundo turno entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O candidato do PL terminou o primeiro turno na liderança, contrariando a ordem apresentada pela maioria das pesquisas divulgadas na reta final da campanha.
Com a apuração praticamente concluída, Flávio recebeu 56.103.231 votos, ou 47,03% dos válidos. Lula terminou com 53.871.483 votos, equivalentes a 45,16%.
A diferença foi de 2.231.748 votos, ou 1,87 ponto percentual.
O resultado mostrou uma eleição ainda mais concentrada nos dois principais candidatos. Juntos, Flávio e Lula ficaram com mais de 92% dos votos válidos.
Augusto Cury (Avante) terminou em terceiro, com 3.448.478 votos, ou 2,89%. Renan Santos (Missão) recebeu 2,24%, enquanto Ronaldo Caiado (PSD) ficou com 2,18%.
Urnas mudam ordem das pesquisas
O resultado também apresentou uma diferença importante em relação aos levantamentos divulgados antes da votação.
A maioria das pesquisas da última semana mostrava Lula numericamente à frente no primeiro turno, embora algumas já apontassem uma disputa dentro ou próxima da margem de erro.
Nas urnas, Flávio terminou na primeira posição.
O desempenho do candidato do PL foi impulsionado principalmente pelo avanço em estados do Sudeste, Sul, Centro-Oeste e Norte. No Estado do Rio, seu principal reduto político, Flávio recebeu 53,01% dos votos, contra 39,41% de Lula.
Flávio também terminou à frente em São Paulo e Minas Gerais. Lula manteve sua maior força eleitoral no Nordeste.
Mais de 9 milhões de votos em disputa
O segundo turno começa com as campanhas olhando principalmente para os eleitores dos candidatos eliminados.
Augusto Cury, Renan Santos e Ronaldo Caiado receberam, juntos, mais de 8,7 milhões de votos. Somados aos demais candidatos, mais de 9 milhões de eleitores escolheram uma alternativa a Flávio e Lula.
Há ainda outro contingente importante: 33,4 milhões de brasileiros não compareceram às urnas, uma abstenção superior a 21%.
Nas próximas três semanas, os dois candidatos buscarão apoios partidários, governadores, prefeitos e lideranças regionais, além dos eleitores que não escolheram nenhum deles no primeiro turno.
Rio terá peso dobrado
No Estado do Rio, a campanha presidencial poderá caminhar diretamente ao lado da disputa pelo governo estadual.
Caso seja mantido o segundo turno entre Douglas Ruas (PL) e Eduardo Paes (PSD), Flávio terá em Douglas um palanque estadual diretamente identificado com sua candidatura.
A movimentação poderá produzir uma eleição fortemente nacionalizada no estado, envolvendo prefeitos, deputados estaduais, federais e lideranças municipais nas duas disputas.
O segundo turno está marcado para 25 de outubro. Até lá, Flávio tentará preservar e ampliar a vantagem obtida no primeiro turno, enquanto Lula buscará recuperar os 2,2 milhões de votos que o separaram do candidato do PL.



















