Levantamento registrou onça-parda, gato-do-mato-pequeno, gato-maracajá e queixada, além de filhotes de animais silvestres
Itatiaia – Um levantamento realizado no Parque Nacional do Itatiaia confirmou a presença de diversas espécies ameaçadas de extinção, reforçando a importância da unidade para a conservação da Mata Atlântica. Entre fevereiro e abril deste ano, pesquisadores registraram 36 espécies de vertebrados, incluindo mamíferos e aves, em diferentes áreas do parque.
O estudo identificou 21 espécies de mamíferos e 15 de aves. Ao todo, foram contabilizados 3.423 registros em fotos e vídeos, dos quais 1.454 mostraram animais em seu habitat natural.
Entre as espécies ameaçadas registradas estão o queixada, classificado como Vulnerável; a onça-parda, considerada Quase Ameaçada; o gato-maracajá, Vulnerável; o gato-do-mato-pequeno, classificado como Em Perigo no Brasil; e o gato-mourisco, também listado como Vulnerável.
Um dos registros considerados mais importantes foi o de uma fêmea de gato-do-mato-pequeno acompanhada de um filhote na Trilha Rui Braga, na parte alta do parque. Os pesquisadores também registraram filhotes de queixada na parte baixa da unidade e imagens de um gambá-de-orelha-preta transportando o filhote.
Segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a presença de filhotes indica que o parque continua oferecendo condições favoráveis para reprodução e manutenção de espécies ameaçadas.
O monitoramento integra uma parceria entre o ICMBio, a Onçafari e a Jaguar Land Rover, iniciada em 2024, com o objetivo de ampliar o conhecimento sobre a fauna e orientar ações de conservação.
Além das espécies silvestres, o levantamento registrou a presença de bovinos, cães domésticos e javalis. Estes últimos são considerados uma espécie invasora e representam risco para o equilíbrio ambiental da unidade.
Criado em 1937, o Parque Nacional do Itatiaia é a unidade de conservação mais antiga do Brasil e abriga um dos principais remanescentes de Mata Atlântica do país. De acordo com o ICMBio, o acompanhamento contínuo da fauna permite avaliar a saúde dos ecossistemas e direcionar medidas de proteção para as espécies ameaçadas.



















