Comitiva por Rodolfo Manoel Marques do Amaral, do Departamento de Relacionamento Institucional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Brasília – O Sindicato dos Metalúrgicos do Sul Fluminense ampliou, nesta semana, sua articulação política e sindical em Brasília. O presidente da entidade, Odair Mariano, acompanhado dos diretores Alex Clemente e Leandro Vaz, participou de uma série de reuniões com importantes lideranças do movimento sindical e representantes do governo federal.
A agenda teve como um dos principais temas a defesa da indústria nacional, da siderurgia e dos empregos, especialmente diante das preocupações provocadas pelo avanço das importações de aço chinês e pelos impactos que uma eventual concorrência predatória pode causar sobre toda a cadeia produtiva.
Um dos momentos de destaque da agenda foi a recepção da comitiva por Rodolfo Manoel Marques do Amaral, do Departamento de Relacionamento Institucional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O encontro possibilitou levar diretamente ao governo federal as preocupações dos trabalhadores do Sul Fluminense com o cenário da siderurgia e os possíveis impactos da entrada de aço importado sobre a produção, os investimentos e os empregos na região.
“Não estamos falando apenas de números de importação ou de mercado. Estamos falando de empregos, de renda e do futuro de uma região que tem na indústria do aço uma das suas principais forças econômicas. Por isso, é fundamental que essa discussão chegue ao governo federal e que os trabalhadores sejam ouvidos quando se trata do futuro da indústria brasileira”, afirmou Odair Mariano.
Entre os encontros realizados em Brasília, a comitiva esteve com José Zunga, liderança histórica do movimento dos metalúrgicos do ABC e referência na defesa dos trabalhadores e da indústria brasileira. A reunião reforçou a necessidade de união e articulação do movimento sindical diante dos novos desafios enfrentados pelo setor metalúrgico.
Para o diretor financeiro Alex Clemente, a defesa da indústria precisa estar acompanhada de uma atuação sindical cada vez mais estratégica: “O movimento sindical precisa olhar para frente. Temos desafios imediatos, mas também precisamos pensar nos próximos anos. A transformação da indústria, as novas tecnologias, a pressão sobre os empregos e as mudanças no mercado exigem um sindicalismo cada vez mais preparado, unido e atuante”, destacou.
O presidente do Sindicato e os diretores também estiveram no Comitê Nacional do presidente Lula, fortalecendo a interlocução da entidade com diferentes setores ligados ao governo federal e ao movimento sindical.
Para Odair Mariano, a atuação do Sindicato precisa ultrapassar os limites das negociações locais e ocupar os espaços onde são discutidas políticas que podem impactar diretamente a vida dos trabalhadores.
“O Sindicato não pode ficar olhando apenas para dentro da fábrica. Precisamos estar onde as decisões são tomadas. Nossa responsabilidade é defender o trabalhador em Volta Redonda e no Sul Fluminense, mas também participar do debate nacional sobre indústria, emprego, desenvolvimento e soberania econômica”, ressaltou.



















