Obra histórica na Rodovia Presidente Dutra, inicialmente prevista para 2029, pode ser concluída em 2027; investimento é de R$ 1,5 bilhão e mais de 5 mil empregos gerados
A construção da Nova Serra das Araras, uma das maiores obras rodoviárias em execução no Brasil, terá sua entrega antecipada de 2029 para 2027, encurtando em dois anos o prazo originalmente contratado e acelerando os benefícios para milhões de motoristas que dependem diariamente da Rodovia Presidente Dutra (BR-116) para se deslocar entre o Rio de Janeiro e São Paulo.
A antecipação é resultado de ações conjuntas da concessionária RioSP, empresa Motiva e da EGTC, executora da obra. Foram feitos ajustes no cronograma, reforço de equipes, ampliação dos turnos de trabalho e adoção de soluções de engenharia que permitiram acelerar a execução sem comprometer a segurança. Com investimento de R$ 1,5 bilhão e a geração de mais de 5 mil empregos diretos, a obra não apenas redesenha um trecho crítico da rodovia, como também antecipa impactos positivos na economia, na logística e na qualidade de vida de quem cruza diariamente a Serra das Araras.

Localizada entre Piraí e Paracambi, no estado do Rio de Janeiro, a Serra das Araras sempre figurou entre os principais entraves da malha rodoviária nacional. Curvas acentuadas, limitações de velocidade e tráfego intenso transformaram o trecho em um ponto crítico para motoristas, transportadores e empresas que dependem do corredor Rio–São Paulo.
A Nova Serra das Araras foi concebida justamente para eliminar essas restrições. O projeto prevê quatro faixas de rolamento, faixa de segurança e acostamento em cada sentido, ao longo de oito quilômetros por pista, com a construção de 24 viadutos — um traçado completamente novo, pensado para garantir fluidez, segurança e desempenho operacional.
“Essa antecipação só foi possível porque o projeto executivo foi muito bem desenvolvido e porque conseguimos reforçar frentes de trabalho e turnos”, explica Pollyana Ferraz, supervisora de engenharia da obra. “Hoje atuamos com dois turnos e conseguimos viabilizar liberações parciais já a partir de 2026.”

Primeiros trechos serão liberados antes da entrega total
Mesmo antes da conclusão prevista para 2027, os motoristas da Dutra começarão a sentir os efeitos da obra. A previsão é que cerca de quatro quilômetros da nova pista sejam liberados no primeiro semestre de 2026, permitindo uma melhora imediata na fluidez do tráfego na serra.
Atualmente, a obra já ultrapassa 56% de avanço físico, com 70% da terraplanagem e das estacas executadas. Todas as 24 obras de arte especiais estão em andamento, incluindo viadutos que exigem detonações controladas de rocha, realizadas com interdições programadas e ampla comunicação aos usuários. A execução é da EGTC Engenharia.

“Estamos falando de uma obra extremamente complexa, em um trecho de serra, com a rodovia em plena operação”, destaca Tiago Pinho Batista, coordenador de engenharia. “Executar tudo isso sem parar o tráfego e ainda antecipar a entrega é um desafio técnico enorme.”
Com a antecipação, os benefícios chegam mais cedo: redução de até 50% no tempo de travessia, aumento da velocidade média de 40 km/h para 80 km/h, diminuição do risco de acidentes e maior previsibilidade para viagens de passageiros e transporte de cargas.

Para quem vive da estrada, a mudança é concreta. Caminhoneiros, trabalhadores que se deslocam entre cidades e empresas de logística passam a contar com um trecho mais seguro e eficiente, em um corredor por onde circula cerca de 50% do PIB brasileiro.
“A Dutra é o principal eixo rodoviário do país. Antecipar uma obra desse porte significa destravar a economia antes do previsto”, afirma Virgílius Morais, gerente de implantação da obra. “Não é apenas infraestrutura, é desenvolvimento.”

Empregos, desenvolvimento e logística nacional
Além dos ganhos operacionais, a obra da Nova Serra das Araras tem forte impacto social e econômico. Somente nesse empreendimento, mais de 5 mil empregos diretos foram gerados, movimentando a economia local e regional.
Ao longo dos 30 anos de concessão, a concessionária RioSP, uma empresa Motiva, prevê quase R$ 26 bilhões em investimentos na Via Dutra e na Rio-Santos. Parte significativa desses recursos está concentrada em obras estruturantes, como a nova serra e as ampliações na Região Metropolitana de São Paulo e Médio Vale do Paraíba.

Motiva: maior operadora de rodovias do país
A Motiva consolida-se hoje como a principal empresa de infraestrutura rodoviária do Brasil. Presente em sete estados, a companhia administra 13 concessões e é responsável por mais de 5 mil quilômetros de rodovias, formando uma malha estratégica para a logística, a mobilidade e o desenvolvimento econômico nacional.
Com atuação em corredores fundamentais para o transporte de cargas e passageiros, a Motiva tem ampliado sua presença no setor. O movimento mais recente foi a vitória no leilão da Rodovia Fernão Dias, eixo essencial que conecta São Paulo a Belo Horizonte, reforçando ainda mais sua posição no cenário da infraestrutura brasileira.
A expansão do portfólio reflete a estratégia da empresa de investir em modernização, segurança viária e eficiência operacional, com foco em grandes projetos estruturantes e impacto direto na economia do país.

Fotos: Marcos Nunes, Magela Bastos, Evandro Freitas e RioSP Divulgação



















