Exercícios físicos são indicados para prevenção de quase metade dos casos de demência no Brasil
Durante seminário realizado na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), a médica Talita Cezareti apresentou um dado alarmante: a prática regular de atividade física pode prevenir até 48% dos casos de demência em pessoas na Terceira Idade no Brasil. O evento, promovido pela Comissão da Criança, do Adolescente e da Pessoa Idosa na quarta-feira, dia 9, destacou a importância dos exercícios físicos na saúde da população idosa.
Presidido pelo deputado estadual Munir Neto (PSD), o encontro teve a parceria do Conselho Regional de Educação Física (CREF1/RJ) e reuniu especialistas para debater o impacto da atividade física no processo de envelhecimento.
“Nas diversas reuniões realizadas pela comissão recebo demandas de políticas públicas voltadas para a prevenção de doenças que podem chegar com o envelhecimento. Esse seminário é o primeiro passo para chegarmos a propostas, de fato, eficazes. Já temos outra reunião marcada e seguiremos com o debate”, pontuou Munir.
O parlamentar destacou ainda o exemplo de Volta Redonda, onde mais de 10 mil idosos praticam atividades físicas de duas a três vezes por semana em 38 polos esportivos espalhados pela cidade. “É uma política pública que traz resultados concretos para a saúde e a qualidade de vida dessa importante parcela da nossa população”, afirmou.
Volta Redonda é referência na América Latina
De acordo a especialista Talita Cezareti, a cada três minutos, uma pessoa desenvolve demência no Brasil. A projeção é preocupante: em 2030, o país será o quinto do mundo com maior número de idosos, superando, pela primeira vez, a população de crianças com até 14 anos.
Além da demência, a inatividade física também está diretamente associada a doenças crônicas como diabetes, hipertensão, obesidade, depressão e diversos tipos de câncer. O custo com essas enfermidades pode ultrapassar R$ 60 bilhões até 2050, segundo os especialistas.
Para o professor Bruno Rodrigues, a atividade física é uma das principais ferramentas para um envelhecimento saudável. “Exercícios bem planejados melhoram a força, o equilíbrio, a saúde mental e a qualidade de vida. A prática regular promove independência, autonomia e bem-estar, tornando o processo de envelhecimento mais ativo e saudável”, explicou.
Já a médica Vilma Camara defendeu a atuação integrada de profissionais de educação física nas equipes de saúde. “A educação atua para a autonomia e a independência da pessoa idosa e deve ser recomendada, por exemplo, para a redução dos sintomas de depressão e ansiedade”.
A secretária de Esporte e Lazer de Volta Redonda, Rose Vilela, disse que o trabalho para a pessoa idosa no município é desenvolvido em parceria com as secretarias de Saúde e Assistência Social. “As práticas são muito exitosas, Volta Redonda é uma cidade que acolhe o idoso e é referência na América Latina. Eles fazem natação, hidroginástica, musculação, capoeira, pilates, funcional’’. Também participaram do seminário a subsecretária executiva de Esportes e Lazer do Rio, Ana Laura, o superintendente de Promoção Institucional da secretaria estadual de Esporte e Lazer, Gelby Justo, e a vice-presidente do CREF1/RJ, Eloisa Vilela.



















