Programa reforça compromisso da empresa inovação, transparência e sustentabilidade
Volta Redonda
Cerca de 30 alunos do Colégio Estadual Presidente Roosevelt, de Volta Redonda, realizaram nesta quinta-feira, 4/12, a primeira visita oficial de estudantes ao Pátio de Agregado Siderúrgico da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), localizado no bairro Volta Grande. A atividade integra ações da empresa para aproximar a comunidade de projetos de inovação e sustentabilidade desenvolvidos nas suas operações.
Durante a visita guiada, os estudantes conheceram o processo de beneficiamento da escória siderúrgica, material que se transforma em insumos para diversas aplicações. Entre as iniciativas apresentadas está o mais recente avanço da empresa: a autorização do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) para uso do agregado siderúrgico da CSN como matéria-prima para fertilizantes e corretivo agrícola de solo em todo o Brasil.Obtido a partir da escória de aciaria, o produto é reconhecido como insumo mineral capaz de corrigir a acidez do solo e fornecer nutrientes essenciais, como cálcio e magnésio. Ensaios físico-químicos confirmaram que o material possui poder de neutralização compatível com corretivos tradicionais, atendendo também aos limites legais de metais e contaminantes.
Além de conhecer o pátio, os alunos puderam observar diversos usos já consolidados e em desenvolvimento para o agregado siderúrgico. Os técnicos apresentaram aplicações na pavimentação urbana e rodoviária, no lastro ferroviário, na construção civil e ainda os estudos da companhia para utilização do material na produção de cimentos, com foco em desempenho e redução de impactos ambientais.
Segundo a equipe técnica, essas aplicações reforçam o potencial do agregado como solução sustentável e economicamente competitiva, contribuindo para a redução do consumo de recursos naturais e para o avanço de práticas de economia circular.Ao longo da visita, os estudantes receberam explicações sobre como a tecnologia empregada pela CSN converte um coproduto da aciaria em produto de valor agregado, com impacto direto no agronegócio, na infraestrutura e no meio ambiente. Foram apresentados dados que mostram que materiais alcalinos derivados da escória podem até absorver parte do carbono atmosférico, contribuindo para práticas mais sustentáveis.Para a professora Alline Oliveira Gonçalves, a atividade representa uma oportunidade de conectar teoria e prática e ampliar o interesse dos jovens por ciência e tecnologia. “Eles voltam para a sala de aula com uma visão mais concreta de como a indústria e a sustentabilidade podem caminhar juntas”, destacou.
A visita desta quinta marcou o início de um projeto que pretende receber outras instituições de ensino nos próximos meses. Para a CSN, abrir as portas para estudantes é parte do compromisso em promover educação ambiental, transparência e conexão com a comunidade local.“Acreditamos que mostrar de perto como a indústria evolui e se reinventa é essencial para inspirar novas gerações”, afirmou Daira Rodrigues, Gerente de Projetos Estratégicos da CSN.
Pesquisa e cooperação no Estado
Os alunos também conheceram o acordo de cooperação firmado entre a CSN e a Pesagro-Rio, responsável por pesquisas de campo voltadas ao uso seguro do agregado siderúrgico em culturas agrícolas do estado. Os ensaios buscam validar o potencial do produto para solos ácidos, típicos da região Sudeste.



















