Encontro entre unidades públicas e privadas discutiu medidas para qualificar o pré-natal, ampliar o cuidado com a saúde da mulher e garantir mais segurança para mães e bebês durante toda a gestação
Barra Mansa – A Secretaria Municipal de Saúde de Barra Mansa promoveu nesta sexta-feira (25), a primeira reunião de 2026 do Comitê de Mortalidade Materna, Fetal e Infantil do município. O encontro reuniu agentes públicos e representantes de instituições de saúde públicas e privadas com o objetivo de analisar os casos registrados, identificar possíveis pontos de melhoria na assistência e propor estratégias e ações preventivas para reduzir os índices de mortalidade.
O comitê busca fortalecer a integração entre os diferentes serviços que participam da assistência à gestante, à mãe e ao bebê. A proposta é que cada caso seja analisado de forma individualizada, permitindo identificar possíveis falhas ou situações que poderiam ter sido evitadas e, a partir dessas informações, estabelecer recomendações e metas para qualificar o atendimento.
A coordenadora da Vigilância em Saúde, Juliana Russi, destacou que o trabalho do comitê representa um importante avanço para o acompanhamento dos indicadores de saúde materna, fetal e infantil no município.
– A proposta é reunir os diferentes setores e serviços envolvidos nessa assistência para que possamos olhar para os indicadores, analisar cada situação e, principalmente, identificar onde podemos melhorar. A partir dessas análises, vamos estabelecer estratégias e metas que contribuam para a prevenção e para a redução desses números, fortalecendo toda a rede de cuidado – afirmou Juliana.
Durante a reunião, também foi reforçada a importância de acompanhar a saúde da mulher desde antes da gestação, passando pelo pré-natal e por todas as etapas da gravidez, até o nascimento e os primeiros cuidados com o bebê.
A médica infectologista do Centro de Doenças Infecciosas (CDI), Vivian Naves, explicou que o objetivo do comitê não é apontar culpados, mas compreender os fatores envolvidos em cada ocorrência e utilizar essas informações para aperfeiçoar os serviços. “O objetivo do comitê não é julgar, mas analisar os casos. Precisamos entender como esses eventos aconteceram, se eram evitáveis e, quando identificamos que havia possibilidade de prevenção, compreender o que podemos fazer para diminuir e evitar novas ocorrências. É um trabalho de construção, de olhar para o processo como um todo”, explicou.
Vivian também ressaltou que a qualidade do cuidado começa antes mesmo da gravidez, com a avaliação da saúde da mulher, e deve seguir durante todo o período gestacional. “Precisamos pensar na jornada dessa mãe e desse bebê desde antes da gestação. Um pré-natal bem feito é fundamental, mas também é importante analisar como estava a saúde dessa mulher antes de engravidar, acompanhar todo o período gestacional e verificar cada etapa do processo. Quando fazemos essa análise, conseguimos identificar se houve alguma falha e, a partir daí, estabelecer recomendações e metas de melhoria”, acrescentou a médica.
O comitê pretende manter o acompanhamento dos indicadores e das recomendações estabelecidas a partir das análises dos casos, fortalecendo a atuação conjunta entre os serviços. A iniciativa busca qualificar a assistência, ampliar a segurança no cuidado com a gestante e o recém-nascido e contribuir para a redução progressiva das mortes maternas, fetais e infantis no município.



















