Especialistas apontam barreiras culturais e defendem mais informação para ampliar número de doadores e garantir estoques regulares
A importância da doação de sangue como um ato essencial para salvar vidas foi o foco de um encontro realizado na tarde desta terça-feira, dia 17, no plenário da Câmara Municipal de Volta Redonda. O evento reuniu profissionais do Hemonúcleo do município em uma roda de conversa voltada à conscientização e ao esclarecimento da população sobre o tema.
Participaram da atividade a assessora responsável pela captação de doadores, Cristina Maria O. Teixeira, e a enfermeira coordenadora do Hemonúcleo, Marcelle Cristina F. Alves Câmara. Durante a apresentação, elas destacaram que, apesar da relevância do tema, a doação de sangue ainda enfrenta barreiras culturais no Brasil, o que impacta diretamente os estoques e a capacidade de atendimento das unidades de saúde.
“A doação de sangue ainda é uma questão cultural no nosso país. Precisamos falar mais sobre esse tema dentro das famílias e, principalmente, com os jovens”, afirmou Cristina Maria O. Teixeira.
Marcelle Cristina F. Alves Câmara reforçou a necessidade de ampliar o acesso à informação. “Quanto mais informação a população tiver, maior será a adesão. Doar sangue é um gesto simples que pode salvar muitas vidas”, destacou.
O presidente da Câmara Municipal, vereador Nilton Alves de Faria, abriu o encontro ressaltando a importância da iniciativa e o papel da informação na mobilização da sociedade. Ele destacou que ações como essa são fundamentais para sensibilizar a população e estimular a participação voluntária.
Além de apresentar dados e orientações, o encontro também foi marcado pela interação com o público, que pôde tirar dúvidas sobre critérios para doação, frequência e procedimentos. A iniciativa reforça o papel do Hemonúcleo na promoção de campanhas educativas e na busca contínua por novos doadores.
A mobilização em torno do tema evidencia um desafio permanente da saúde pública: garantir estoques regulares de sangue e ampliar a adesão da população a um gesto simples, mas que pode fazer a diferença entre a vida e a morte.



















