Grupo reduz emissões em todos os segmentos, amplia produção de aço verde na Europa, dobra representatividade feminina com salto em indicadores internacionais de sustentabilidade
A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) encerrou 2025 com um conjunto expressivo de resultados em sustentabilidade, gestão ambiental e diversidade, consolidando o que a liderança do grupo classifica como a melhor performance ESG da história da empresa. Os dados constam do Relato Integrado 2025, divulgado pela companhia com abrangência sobre todos os seus segmentos — siderurgia, mineração, cimentos, logística e energia.
Os avanços cobrem quatro eixos estratégicos: redução da intensidade de emissões de CO₂e, expansão da produção de aço verde, cumprimento da meta de representatividade feminina e evolução consistente nos principais ratings internacionais de ESG.
Descarbonização em três frentes simultâneas
Na agenda climática, a CSN reduziu a intensidade de emissões de CO₂e — medida por tonelada de produto — em relação ao ano-base de cada meta em todos os seus segmentos produtivos: queda de 7% na siderurgia (base 2018), 3% em cimentos (base 2020) e 8% na mineração (base 2020). Os resultados mantêm a companhia alinhada às metas públicas estabelecidas para 2030 e 2035.
Em sua mensagem aos acionistas e partes interessadas, o diretor-presidente Benjamin Steinbruch situou os números no contexto de uma estratégia de longo prazo. “Demos continuidade às nossas jornadas de descarbonização, com iniciativas voltadas ao aumento da eficiência operacional e energética e ao desenvolvimento de soluções com menor intensidade de carbono”, afirmou Steinbruch. “Como resultado, reduzimos a intensidade das emissões de CO₂e por tonelada de produto em relação ao ano-base em 7% na siderurgia, 3% em cimentos e 8% na mineração, mantendo uma trajetória alinhada às metas públicas estabelecidas para 2030 e 2035.”
Na Usina Presidente Vargas (UPV), em Volta Redonda (RJ), principal complexo siderúrgico da companhia no Brasil, a CSN investiu R$ 750 milhões na implantação de novos precipitadores eletrostáticos e filtros de manga de alta eficiência nas sinterizações. O resultado já é mensurável: a emissão específica de material particulado na UPV foi reduzida em 33% em relação ao ano-base da meta de 2019. Dois dos três sistemas previstos foram concluídos, com o terceiro projetado para o primeiro semestre de 2026.
770 mil toneladas de aço verde na Alemanha
Um dos marcos ambientais do ano foi a produção de 770 mil toneladas de aço classificado como green steel na Stahlwerk Thüringen (SWT), unidade siderúrgica do Grupo CSN na Alemanha — o equivalente a 19% da capacidade instalada da planta, de 1,1 milhão de toneladas anuais.
A SWT opera com tecnologia de forno elétrico a arco (FEA), utilizando 100% de sucata como matéria-prima e 100% de energia renovável. Essa configuração permite uma produção com intensidade de apenas 194 kg de CO₂ por tonelada — um dos índices mais baixos da siderurgia global. A unidade detém a certificação Environmental Product Declaration (EPD), que atesta oficialmente sua pegada de carbono reduzida e viabiliza a comercialização do aço verde certificado para mercados de alto padrão técnico, como a construção civil europeia.
A trajetória da CSN na descarbonização também passa pela mineração. A CSN Mineração avança no desenvolvimento de pellet feed de alto teor de ferro, matéria-prima compatível com tecnologias de redução direta — que podem reduzir em até 50% as emissões de carbono no processo siderúrgico quando utilizando gás natural, e até 98% com o emprego de hidrogênio verde.
Otto Levy, diretor de Investimentos da CSN Mineração, acompanha de perto esse posicionamento estratégico, que combina expansão produtiva com redução de impacto ambiental nas operações de Congonhas (MG).
Meta de gênero cumprida: 28% de representatividade feminina
No campo social, a CSN alcançou em 2025 a meta de 28% de representatividade feminina em seu quadro de colaboradores — um compromisso público assumido pela companhia. O resultado representa o dobro do índice registrado em 2020, quando a participação feminina era de 14%.
Benjamin Steinbruch destacou o feito como histórico. “Com muito orgulho da nossa jornada rumo a um ambiente cada vez mais inclusivo, destaco um feito histórico: em 2025, o Grupo dobrou a representatividade feminina em seu efetivo, passando de 14% em 2020 para 28% no último ano, cumprindo integralmente a meta pública assumida nessa frente”, disse o executivo.
Na CSN Mineração, o avanço foi igualmente expressivo: a participação feminina chegou a 27% do quadro total, ante 13% em 2019 — resultado que supera a meta de 26% estabelecida para 2025, marco já atingido no ano anterior.
Evolução expressiva nos ratings internacionais de ESG
Os resultados ambientais e sociais se refletiram diretamente nas avaliações das principais agências de sustentabilidade do mundo. No S&P ESG Score, a CSN avançou de 47 para 56 pontos — uma evolução de 9 pontos em um único ciclo, posicionando a companhia acima de 90% das empresas avaliadas no segmento Steel a nível global.
A CSN Mineração (CMIN) também registrou salto relevante no mesmo índice, saindo de 55 para 62 pontos. No EcoVadis, o Grupo conquistou 74 pontos e a Medalha Prata. No FTSE Russell, avançou de 3,4 para 3,7, mantendo presença no índice FTSE4Good. No ISS ESG, a companhia avançou dois níveis em um único ciclo de avaliação — de C- para B- — sendo reconhecida com o status Prime na plataforma. A CSN Cimentos, por sua vez, obteve nota A no CDP Climate Change, passando a integrar a A List, reconhecimento reservado às empresas com excelência na gestão de riscos climáticos.
Marco Rabelo, Diretor-executivo de Finanças e Relações com Investidores da CSN, é um dos executivos que acompanha de perto a repercussão dos avanços ESG junto aos mercados de capitais — dimensão cada vez mais central para o custo de capital e a resiliência dos negócios do Grupo.
Resultados operacionais e perspectivas
O desempenho ESG se soma a um ano de resultados operacionais consistentes: receita líquida consolidada de R$ 44,8 bilhões e Ebitda ajustado de R$ 11,8 bilhões. Na mineração, a CSN alcançou recorde de produção, com 45,5 milhões de toneladas, e recorde de vendas, com 45,8 milhões de toneladas — crescimento de 7,7% em relação a 2024. Na siderurgia, o Ebitda ajustado atingiu R$ 2,2 bilhões, com margem de 10%. Em cimentos, o segundo maior volume de vendas da história: mais de 13,4 milhões de toneladas.
“A CSN é feita de gente que acredita, que entrega e que não se intimida diante dos desafios. Seguiremos avançando com disciplina, coragem e visão de futuro, confiantes de que estamos preparados para escrever, juntos, os próximos capítulos da nossa história”, concluiu Benjamin Steinbruch.
Para 2026, a companhia projeta a entrada em operação do terceiro sistema de filtragem da UPV e avança no plano de expansão da CSN Mineração, com foco na Planta de Itabiritos P15, cujo impacto estimado é de aproximadamente R$ 4 bilhões por ano em Ebitda adicional quando em plena operação.



















