Fabio Schvartsman assume lugar de Benjamin Steinbruch nesta quinta-feira; ex-presidente da Vale terá como prioridade a venda de ativos e a redução do endividamento de R$ 42 bilhões
Volta Redonda – Uma das maiores mudanças de comando da história da CSN começa nesta quinta-feira (3). Depois de 24 anos como CEO e mais de três décadas na liderança da companhia, Benjamin Steinbruch deixa a gestão executiva e passa o cargo para Fabio Schvartsman, ex-presidente da Vale. Steinbruch continuará na empresa como presidente do Conselho de Administração.
A mudança ocorre em um momento decisivo para a companhia, que tem na Usina Presidente Vargas (UPV), em Volta Redonda, sua principal operação siderúrgica e mantém forte influência sobre a economia e o mercado de trabalho do Sul Fluminense.
Schvartsman chega com uma missão prioritária: reduzir o endividamento da CSN, atualmente na casa dos R$ 42 bilhões. O plano é diminuir a dívida entre R$ 18 bilhões e R$ 20 bilhões por meio de uma ampla estratégia de desalavancagem.
“O Fábio vem com a missão de desalavancar a CSN”, afirmou Steinbruch ao NeoFeed. Segundo o empresário, a intenção é reduzir significativamente a dívida para diminuir o peso dos juros sobre os resultados da companhia.
Venda da CSN Cimentos é prioridade
A principal operação para levantar recursos é a venda da CSN Cimentos. Steinbruch informou ao NeoFeed que a companhia já recebeu propostas e trabalha com a perspectiva de concluir a negociação até novembro.
A saída do segmento de cimento deverá ser apenas uma etapa da reorganização. O plano revelado por Steinbruch prevê posteriormente a venda de participações minoritárias em infraestrutura e energia, além de unidades independentes no exterior. A companhia também pretende buscar um parceiro para a siderurgia, principalmente para avançar em inovação e tecnologia.
O movimento representa uma mudança importante na estratégia construída pelo próprio Steinbruch. Durante sua gestão, a CSN deixou de ser essencialmente uma siderúrgica e ampliou os negócios para mineração, cimento, logística, infraestrutura e energia. Agora, parte desse patrimônio deverá ser utilizada para reduzir a dívida e concentrar recursos nas operações consideradas estratégicas.
Steinbruch deixa dia a dia, mas permanece na CSN
A saída do cargo de CEO não significa o afastamento de Benjamin Steinbruch da companhia. Ele reassume a presidência do Conselho de Administração, posto que ocupou entre 1995 e 2023.
Ao NeoFeed, o empresário reconheceu o peso da mudança depois de 33 anos ligado diretamente ao comando da CSN.
“Parte da minha vida está aqui. São 33 anos. É um momento histórico de mudança”, afirmou. Steinbruch disse que continuará atuando principalmente nas decisões estratégicas e no relacionamento institucional da companhia.
A sucessão, segundo ele, começou a ser planejada há aproximadamente três anos. O empresário afirmou ter consultado o mercado antes de definir Schvartsman como seu sucessor.
Novo CEO chega com experiência em grandes empresas
Fabio Schvartsman possui uma longa trajetória empresarial. Trabalhou por 22 anos no Grupo Ultra, comandou a Klabin entre 2011 e 2017 e posteriormente assumiu a presidência da Vale, onde permaneceu entre 2017 e 2019. Desde 2022, integra o Conselho de Administração da Vibra Energia.
Na Vale, Schvartsman estava na presidência quando ocorreu o rompimento da barragem de Brumadinho, em Minas Gerais, em janeiro de 2019, desastre que deixou 272 mortos.
A partir desta quinta-feira, ele assume a CSN com a tarefa de conduzir uma das maiores reorganizações financeiras recentes da companhia. Para Volta Redonda e o Sul Fluminense, a nova gestão será acompanhada de perto, principalmente pelas decisões relacionadas à siderurgia, aos investimentos e à Usina Presidente Vargas.




















33 anos de lutas, mudanças, sucateamento de seu ativo imobilizado e má gestão de Benjamim, um conselho senhor, deixe o outro trabalhar, pois você fez bastante merda