Por Mauro Veríssimo
A suspensão no desconto em folha de todas as associações que mantém convênio de cooperação técnica com o INSS está causando um verdadeiro desastre para o Movimento dos Aposentados e Pensionistas. Isso, porque a grande maioria das associações, que descontam 1% de cada associado, vai ser obrigada a fechar, o que, aliás, já está acontecendo.
Com a suspensão já, no pagamento de abril, a então poderosa Confederação Brasileira de Aposentados, Pensionistas e Idosos (Cobap) informou que já demitiu todos os funcionários, o mesmo acontecendo com várias associações, que dependem exclusivamente das mensalidades que são descontadas nos contracheques para funcionar.
O pior é que, para combater as associações fraudulentas, essa decisão, de suspender todos os convênios, prejudica, também, centenas de milhares de aposentados em todo o Brasil, associados a instituições sérias, que prestam serviços jurídicos, de lazer e, principalmente, de saúde.
É o caso, portanto, do justo pagar pelo pecador, ao mesmo tempo em que, inviabilizando nacionalmente o Movimento dos Aposentados e Pensionistas, o governo pode estar dando um verdadeiro tiro no pé, já que haverá eleições no próximo ano e a grande maioria dessas associações, compostas por ex-sindicalistas, era simpática ao presidente Lula.
Está com toda a razão, portanto, a Presidente da Federação das Associações dos Aposentados e Pensionistas do Estado do Rio de Janeiro, Yedda Gaspar, que afirmou que a Polícia Federal pode, até com certa facilidade, identificar às associações que fraudam os contratos para roubar os segurados e fechá-las, não prejudicando as instituições sérias, que prestam relevantes serviços e aos associados que delas se beneficiam.
Mauro Veríssimo é jornalista, assessor de imprensa da AAPVR e diretor previdenciário da Faaperj.



















