Meta de toneladas mensais coloca cidade acima da média nacional; contrato com cooperativa de catadores marca novo momento da gestão ambiental
Barra Mansa
Barra Mansa tem uma meta ambiciosa para os próximos quatro anos: reciclar 30% de todo o lixo produzido no município — o equivalente a 990 toneladas por mês. O anúncio foi feito pelo prefeito Luiz Furlani na terça-feira (30), durante a assinatura do contrato que oficializa a Cooperativa Mista dos Catadores de Materiais Recicláveis, a Coopcat, como responsável pela coleta seletiva dos resíduos recicláveis da cidade.
Para se ter dimensão do desafio — e da ambição da meta — o Brasil recicla hoje cerca de 3% de seus resíduos. Barra Mansa já supera esse índice, chegando a 4%. A projeção do município é chegar a 10% em dois anos e dobrar esse número novamente nos dois anos seguintes, alcançando os 30% e as 990 toneladas mensais recicladas.
“Nossa meta é chegar a 10% nos próximos dois anos e atingir 30% em quatro anos, alcançando cerca de 990 toneladas de resíduos reciclados por mês. Com isso, cumprimos integralmente a legislação ambiental, ampliamos a arrecadação do ICMS Ecológico, fortalecemos a educação ambiental e construímos uma cidade cada vez melhor para todos”, afirmou Furlani.
Coopcat no centro da transformação
Fundada há cerca de 20 anos, a Coopcat já atua no recebimento, separação e destinação de materiais recicláveis em Barra Mansa. Com o novo contrato, passa a assumir também a coleta dos recicláveis nas ruas, ampliando sua operação e consolidando um modelo baseado na economia circular e na inclusão social.
O coordenador de Resíduos Sólidos do Saae-BM, Jackson Rabelo, destaca que os ganhos vão além do meio ambiente. “A ampliação da coleta seletiva fortalece nossa política ambiental, contribui para aumentar o ICMS Ecológico, reduz impactos ambientais e melhora a qualidade de vida da população. A Coopcat reúne conhecimento técnico, prática e experiência suficientes para desenvolver esse trabalho com excelência.”
Com mais material sendo desviado do aterro, a cidade também ganha em outros frentes: menos resíduos nas ruas significa menos obstrução da drenagem e menos risco de alagamentos. Materiais como o plástico, que levam cerca de mil anos para se decompor em aterros, deixam de pressionar o Centro de Tratamento de Resíduos, ampliando sua vida útil. E o fortalecimento da cooperativa gera novos postos de trabalho e aumenta a renda dos cooperados.
Se Barra Mansa cumprir a meta, vai se tornar referência nacional em gestão de resíduos — e transformar o que hoje é lixo em resultado concreto para a cidade, para o meio ambiente e para quem vive do trabalho da reciclagem.
Valorização e oportunidade
Para a presidente da Coopcat, Maria Aparecida de Assis, o contrato representa o reconhecimento de um trabalho desenvolvido há duas décadas pelos cooperados. “É um momento histórico para a Coopcat e para Barra Mansa. Há cerca de 20 anos trabalhamos com dedicação na reciclagem e agora recebemos a responsabilidade também pela coleta seletiva. Isso valoriza os catadores, amplia as oportunidades de trabalho, aumenta nossa renda e mostra que investir na reciclagem é investir nas pessoas e no futuro da cidade”.
A solenidade de assinatura do contrato contou ainda com a presença do presidente da Câmara Municipal, vereador Paulo Sandro; dos vereadores Jefferson Mamede, Elias da Corbama e Everton Pésão; do diretor executivo do Saae-BM, José Geraldo Santos, o Zeca; dos secretários municipais Rodrigo Viana (Meio Ambiente) e Daniel Abreu (Ordem Pública); do assistente técnico da cooperativa, Sérgio Antônio da Silva; além de integrantes da Coopcat e demais autoridades municipais.



















