Huaxin apresentou a melhor proposta no processo de venda, que avalia a cimenteira em R$ 12,7 bilhões e coloca em discussão a presença do capital estrangeiro na indústria brasileira
A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) deu mais um passo para a venda de sua participação na CSN Cimentos Brasil, desta vez para o grupo chinês Huaxin Building Materials. Em fato relevante divulgado nesta sexta-feira (30), a siderúrgica anunciou um acordo de exclusividade de dez dias para avançar na negociação, que considera um valor de empresa de R$ 12,7 bilhões. A operação representa mais um movimento de entrada de capital chinês em ativos industriais brasileiros e levanta discussões sobre a transferência do controle de empresas nacionais para grupos estrangeiros.
A Huaxin apresentou a proposta considerada mais vantajosa no processo competitivo iniciado em março deste ano. Com o acordo, as duas companhias terão dez dias para negociar e buscar a assinatura dos documentos definitivos da transação.
A negociação ocorre em meio à estratégia de desinvestimentos da CSN, que procura reduzir seu endividamento e reorganizar a estrutura financeira do grupo.
A possível aquisição da CSN Cimentos por uma companhia chinesa também chama atenção pelo peso estratégico da indústria de cimento, diretamente ligada à construção civil, à infraestrutura e ao desenvolvimento econômico do país.
Caso seja concluída, a operação poderá representar uma mudança relevante na estrutura de controle da empresa. O anúncio, porém, não detalha eventuais impactos sobre empregos, unidades industriais, fornecedores ou investimentos futuros.
O valor de R$ 12,7 bilhões corresponde à avaliação da empresa (enterprise value) e não necessariamente ao montante que será recebido pela CSN.
A venda ainda não foi concluída. A expectativa da siderúrgica é assinar os documentos definitivos dentro do prazo de exclusividade estabelecido com a Huaxin.



















