Crime ocorreu em 2023; Justiça considerou feminicídio após laudo apontar morte por asfixia e rejeitar versão de acidente
Um homem foi condenado a 20 anos e 6 meses de prisão, em regime fechado, pelo assassinato da namorada, Rosely Lima Ferreira, em Volta Redonda . A sentença foi proferida pela 1ª Vara Criminal do município, exatamente três anos após o crime.
De acordo com o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), o crime aconteceu no dia 9 de abril de 2023. Na ocasião, o acusado levou a vítima, já sem vida, ao Hospital Nelson Gonçalves, alegando que ela teria sofrido uma queda acidental.
A versão, no entanto, foi desmentida pelas investigações da Polícia Civil e pelo laudo de necropsia, que apontou como causa da morte a asfixia por enforcamento, caracterizando feminicídio.
Ainda segundo a denúncia, o relacionamento do casal era marcado por episódios de violência. Testemunhas ouvidas durante o processo relataram comportamento agressivo do réu contra a vítima.
O homem chegou a ser preso em flagrante no dia do crime e a prisão foi convertida em preventiva durante audiência de custódia realizada na Casa de Custódia de Volta Redonda. Ele permaneceu detido ao longo de todo o processo até a condenação.
Na decisão, o juiz destacou a gravidade do crime e a violência empregada. “Pela covardia do delito de gênero, em que a gravidade é mais acentuada, impõe-se reconhecer sua culpabilidade com um juízo de grande reprovabilidade”, afirmou.
O magistrado também considerou o histórico de agressividade do réu e os sinais de violência encontrados no corpo da vítima como fatores para aumentar a pena.
A promotora de Justiça responsável pelo caso, Dra. Raisa Froufe Huais, afirmou que a condenação representa uma resposta efetiva do Poder Judiciário e reforça o compromisso das instituições no combate à violência contra a mulher.
A atuação do Ministério Público contou com o apoio do Grupo de Atuação Especializada do Tribunal do Júri (GAEJURI), destacando a importância da integração entre os órgãos na responsabilização de crimes dessa natureza.
O caso é tratado como um marco no enfrentamento ao feminicídio na região, evidenciando a importância da denúncia e da atuação conjunta das instituições para garantir justiça às vítimas.



















