Na CSN, Manoel Carlos de Almeida Neto conduziu temas estratégicos, regulatórios e institucionais
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva nomeou o secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Manoel Carlos de Almeida Neto, para comandar a pasta de forma interina. A designação foi publicada nesta sexta-feira (9) no Diário Oficial da União.
Almeida Neto assume o cargo após o pedido de demissão do então ministro Ricardo Lewandowski, entregue ao presidente na quinta-feira (8). Lewandowski estava à frente do ministério desde fevereiro de 2024 e alegou motivos pessoais e familiares para deixar a função.
Em carta enviada ao Palácio do Planalto, o ex-ministro afirmou que tomou a decisão após avaliar o impacto das circunstâncias pessoais sobre o exercício do cargo. “Tenho a convicção de que exerci as atribuições do cargo com zelo e dignidade, exigindo de mim e de meus colaboradores o melhor desempenho possível em prol de nossos administrados, consideradas as limitações políticas, conjunturais e orçamentárias das circunstâncias pelas quais passamos”, escreveu.
Perfil técnico e passagem pela iniciativa privada
O novo ministro interino da Justiça possui uma trajetória marcada pela atuação tanto no setor público quanto na iniciativa privada. Um dos pontos centrais de seu currículo é a passagem de oito anos como diretor jurídico da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), onde atuou na condução de temas estratégicos, regulatórios e institucionais.
Antes de assumir o cargo no Ministério da Justiça, Almeida Neto também ocupou funções de destaque no Judiciário. Foi secretário-geral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e, em 2014, teve seu nome aprovado pelo plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) para exercer o cargo de secretário-geral da Corte.
Formação acadêmica
No campo acadêmico, Manoel Carlos de Almeida Neto é doutor e pós-doutor em Direito pela Universidade de São Paulo (USP), além de ter atuado como professor universitário. A formação sólida e a experiência em diferentes esferas do poder público reforçam o perfil técnico do novo titular interino da pasta.
A nomeação ocorre em um momento sensível para o Ministério da Justiça e Segurança Pública, que concentra temas estratégicos como segurança pública, política penitenciária, direitos civis e articulação institucional com estados e municípios. A expectativa é que Almeida Neto conduza a pasta até a definição de um novo ministro definitivo pelo presidente da República.
Antes de assumir interinamente o Ministério da Justiça, Manoel Carlos de Almeida Neto viveu um momento de forte exposição institucional ao ser indicado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal. Na disputa, acabou preterido pelo atual ministro da Corte, Cristiano Zanin. A indicação reforçou seu nome no cenário jurídico nacional e evidenciou seu trânsito entre o Executivo, o Judiciário e a iniciativa privada, credenciais que agora ganham novo peso com sua nomeação para chefiar a pasta da Justiça.



















