Campanha identificou 19 mamíferos e 19 aves e flagrou espécies ameaçadas como onça-parda e gato-do-mato-pequeno
A segunda campanha de monitoramento de fauna realizada no Parque Nacional do Itatiaia em 2026 registrou 38 espécies de vertebrados por meio de armadilhas fotográficas instaladas em diferentes áreas da unidade de conservação. A atividade integra a parceria entre o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a Onçafari e a Jaguar Land Rover (JLR), iniciada em 2024, com o objetivo de produzir informações sobre a fauna silvestre e apoiar ações de pesquisa e conservação.
Durante esta campanha foram obtidos 2.448 registros fotográficos e em vídeo, dos quais 1.118 corresponderam a animais. Ao todo, foram identificadas 38 espécies, sendo 19 mamíferos e 19 aves.
Entre os mamíferos registrados, três espécies correspondiam a animais domésticos: cachorro-doméstico (Canis lupus familiaris), com 20 registros; cavalo (Equus caballus), com 37 registros; e javali (Sus scrofa), com 22 registros. Os registros de javalis ocorreram exclusivamente na parte alta do Parque Nacional do Itatiaia.
Entre as espécies silvestres identificadas, destacam-se animais classificados sob algum grau de ameaça de extinção. Foram registrados o queixada (Tayassu pecari), classificado como Vulnerável (VU) pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN); a onça-parda (Puma concolor), classificada como Quase Ameaçada (NT) pelo MMA; e o gato-do-mato-pequeno (Leopardus guttulus), classificado como Em Perigo (EN) pelo MMA e Vulnerável (VU) pela IUCN.
Entre os registros de maior interesse obtidos nesta campanha estão as primeiras imagens de 2026 de uma jaritataca (Conepatus semistriatus) e de um tatu-de-rabo-mole-grande (Cabassous tatouay), espécies que ainda não haviam sido registradas pelas armadilhas fotográficas ao longo deste ano. Também foi registrado um papa-taoca-do-sul (Pyriglena leucoptera) acompanhando um cateto (Dicotyles tajacu), comportamento frequentemente associado à procura de pequenos invertebrados afugentados pelo deslocamento do mamífero na serapilheira.
Outro destaque foi o registro de diversos filhotes de queixada (Tayassu pecari) e de quati (Nasua nasua), indicando o período reprodutivo dessas espécies e contribuindo para o conhecimento sobre a dinâmica da fauna na unidade de conservação.
O monitoramento por armadilhas fotográficas permite documentar a ocorrência das espécies, acompanhar sua distribuição e atividade ao longo do tempo e gerar informações que subsidiam pesquisas científicas e estratégias de conservação da biodiversidade.



















