Frio intenso colocou o Sul Fluminense no topo do ranking nacional de mínimas; região superou cidades de MG, SP e SC conhecidas pelas baixas temperaturas
A madrugada desta quarta-feira, dia 15, foi marcada por frio intenso no Sul Fluminense. O Parque Nacional do Itatiaia (PNI), na região de Campo Belo, registrou -4,6°C, a menor temperatura do ano no Brasil até o momento, consolidando o local como o ponto mais frio do país no ranking diário de mínimas.
O registro coloca o PNI muito à frente de outras cidades brasileiras. Enquanto Itatiaia marcou temperatura negativa, o segundo lugar do ranking, também dentro do parque (Posto Marcão), registrou -0,4°C, seguido por municípios de Minas Gerais, como Passa Quatro (1,8°C) e Delfim Moreira (2,7°C). Já cidades tradicionalmente frias, como Campos do Jordão (SP), apareceram apenas na 8ª posição, com 5,4°C.
Frio concentrado nas áreas de altitude
O desempenho do PNI no topo do ranking não é pontual. Localizado na Serra da Mantiqueira, entre Rio de Janeiro e Minas Gerais, o parque reúne características ideais para frio extremo, como altitudes superiores a 2.000 metros, relevo montanhoso e baixa interferência urbana
Essas condições favorecem a rápida perda de calor durante a madrugada, principalmente em períodos de céu limpo e ar seco — cenário típico do outono e inverno na região.
Comparação nacional reforça liderança
O ranking desta quarta-feira evidencia um padrão claro. O primeiro e segundo lugar ficaram no Parque Nacional do Itatiaia (RJ/MG) com temperaturas negativas. Já do 3º ao 7º foram os municípios da Serra da Mantiqueira (MG), com mínimas entre 1°C e 5°C. Do 8º em diante foram as regiões de SP e Sul do Brasil, com temperaturas acima de 5°C
Mesmo competindo com estados historicamente mais frios, como Santa Catarina e São Paulo, o Sul Fluminense liderou com folga o ranking nacional.
Histórico de frio extremo
O resultado reforça a posição do Itatiaia como um dos locais mais frios do Brasil. Em 2025, por exemplo, o parque chegou a registrar -9,4°C, uma das menores temperaturas já observadas no país
Mesmo fora do inverno, episódios de frio intenso têm sido registrados com frequência na região. Em março deste ano, o parque já havia liderado o ranking nacional com temperatura negativa, mostrando a recorrência do fenômeno
A queda acentuada das temperaturas chama atenção para a chegada de massas de ar frio mais intensas, mesmo antes do inverno. Além de geadas nas áreas mais altas, o fenômeno pode impactar diretamente atividades agrícolas e o turismo na região de montanha.
A tendência, segundo especialistas, é de novas madrugadas frias ao longo das próximas semanas, mantendo o Sul Fluminense como protagonista no mapa do frio no Brasil.



















