Em dez dias, ex-governador é alvo de segunda operação federal; desta vez investigação apura aportes do fundo de aposentados e pensionistas do estado
Rio de Janeiro
A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (26) mais uma operação contra o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro, cumprindo mandados de busca e apreensão em sua residência e em outros endereços no Rio de Janeiro e no Distrito Federal. A ação, autorizada pelo ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), investiga o uso de recursos públicos do Rioprevidência — fundo de aposentados e pensionistas do estado — em aportes no Banco Master.
Segundo as investigações, Castro teria usado verbas do estado para investir em fundos ligados ao Banco Master. O valor envolvido seria de quase R$ 1 bilhão. A PF cumpre dez mandados de busca e apreensão no total.
A operação desta terça é a segunda deflagrada contra Castro em dez dias. Na última sexta-feira (15), o ex-governador já havia sido alvo da Operação Sem Refino, que investiga fraudes que teriam beneficiado a Refit, antiga refinaria de Manguinhos, e resultou no bloqueio de R$ 52 bilhões em ativos. Naquela ocasião, a PF também incluiu o empresário Ricardo Magro, dono da Refit, na Difusão Vermelha da Interpol.
Castro deixou o governo do Rio de Janeiro em março de 2026, véspera de sua cassação pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por abuso de poder nas eleições de 2022. Desde então, o estado enfrenta crise institucional com dupla vacância no governo fluminense.
A reportagem aguarda manifestação da defesa de Cláudio Castro.




















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