Um dos terrenos com escritura falsa, avaliado em R$ 60 milhões, foi desmembrado e vendido em lotes
A pedido do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio de Janeiro (Gaeco), o juízo da 5ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça determinou a indisponibilidade de bens e o bloqueio de valores em contas bancárias, além do sequestro de imóveis e veículos.
Os outros policiais militares foram denunciados pelos crimes de estelionato, uso de documento público falso e denunciação caluniosa.
Empresas de fachada
Segundo a denúncia, um PM teria vendido lotes do terreno para empresas de fachada, utilizando escritura falsa e tomando posse do local à força, com ameaças ao vigia do local. O objetivo era ocupar e promover a especulação imobiliária da área. As investigações estimam que ele tenha obtido uma vantagem patrimonial ilícita de pelo menos R$ 12,5 milhões, embora o terreno possa valer até R$ 60 milhões.
Segundo a promotoria, os PMs participaram das invasões nos dias 2 e 9 de agosto de 2022.
Um dos envolvidos já havia sido condenado em 2016 a 13 anos de prisão pelo desaparecimento e morte de um pedreiro, na comunidade da Rocinha, cujo corpo não foi localizado até hoje, encontra-se em liberdade condicional desde 2019. O caso também está sob investigação da Corregedoria da Polícia Militar.



















