Ação da Polícia Civil contou com participação efetiva da Polícia Militar; dois comparsas foram presos; armas e uniformes falsos foram apreendidos
Uma operação conjunta entre a Polícia Civil (88ª DP) e da Polícia Militar (10º BPM) desarticulou, na manhã de quinta-feira, dia 25, uma quadrilha especializada em roubos qualificados em Barra do Piraí. Entre os três presos está um policial militar de 40 anos, identificado como líder do grupo, que foi detido em flagrante enquanto estava de serviço no programa Segurança Presente.
Segundo a Polícia Civil, os outros dois autuados têm 39 e 40 anos e, junto com o PM, planejavam ataques a vítimas na cidade, incluindo um segurança do prédio do Ministério Público de Barra do Piraí. As prisões foram resultado de investigação que envolveu monitoramento de um veículo envolvido em assaltos recentes e que era utilizado pelo grupo para cometer crimes.
Áudios obtidos durante as apurações confirmaram o planejamento do roubo contra o segurança, previsto para ser cometido na quinta-feira. Para isso, um dos criminosos iria até o Ministério Público e faria uma falsa denúncia sobre a Polícia Civil, para sondar se a vítima estaria no local ou em casa.
O policial militar recrutava criminosos da Baixada Fluminense e da Zona Oeste do Rio, preferencialmente de áreas de risco e com pouca presença policial, para dificultar a identificação da quadrilha e garantir a execução dos crimes.
Ao longo de quatro meses de investigação, equipes da 88ª DP realizaram diligências em comunidades de difícil acesso, enfrentando resistência armada durante o cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão, inclusive em situações onde houve troca de tiros com criminosos.
Na ação desta quinta-feira, foram apreendidos armas utilizadas nos crimes e uniformes falsos da Polícia Civil, que seriam usados para enganar vítimas e facilitar os roubos. O material estava no veículo do policial militar.
A quadrilha é suspeita de ter cometido diversos assaltos violentos em Barra do Piraí nos últimos seis meses, incluindo roubos a uma distribuidora de bebidas, uma rede de drogarias e uma residência. Os celulares apreendidos passarão por perícia para identificar outros envolvidos.
O grupo agia de forma organizada, usava informações privilegiadas, destruía sistemas de segurança para ocultar provas e planejava novos delitos armados. Os celulares apreendidos serão periciados para aprofundar a investigação e identificar outros envolvidos.
O delegado responsável solicitou a prisão preventiva dos três autuados e a quebra de sigilo dos aparelhos, medidas já encaminhadas ao Poder Judiciário. A Polícia Civil e a Polícia Militar reforçam seu compromisso no combate a crimes violentos, destacando a importância da cooperação entre as corporações para desarticular organizações criminosas.



















