Exibição do documentário ‘Tax Wars’, que conta a história do nascimento, da luta e das primeiras vitórias do movimento global para reformar o sistema tributário internacional, movimenta a Casa de Cultura Lauro Alvim
Com objetivo de conectar a participação da sociedade civil ao G20, a organização OXFAM Brasil e a ICRICT promoveram, neste sábado (16/11), a exibição do documentário ‘Tax Wars’ no cinema da Casa G20, sediada na Casa de Cultura Laura Alvim, em Ipanema. A programação também contou com apoio da Fundação Friedrich Elbert Brasil (FES-Brasil).
O documentário conta a história do nascimento, da luta e das primeiras vitórias do movimento global para reformar o sistema tributário internacional. Especialistas, como o ganhador do Nobel Joseph Stiglitz, conseguiram colocar em xeque os agentes mais poderosos da economia global, contribuindo para uma revisão global da tributação internacional.
Após a sessão, foi promovido debate com representantes de organizações, além dos debatedores Eliane Barbosa, Lucas Louback e Verônica Grondona, que são especialistas no tema.
– A tributação corporativa é uma questão para a Argentina, para o Brasil e para toda a América Latina. O papel do Brasil hoje, a partir do G20, é muito importante para contribuir na elaboração de um novo modelo de regras – destacou a economista argentina Verônica Grondona.
De acordo com a professora Eliane Barbosa, a reforma tributária precisa ser avaliada por duas perspectivas: consumo e patrimônio. A especialista destacou que o tributo tem um papel social que contribui para o desenvolvimento dos países.
– Precisamos que o Brasil se volte para a segunda etapa da reforma, que é justamente sob a renda. É fundamental que a tributação seja progressiva para garantir justiça fiscal e social – explicou.
O ativista e gestor de Advocacy do NOSSAS, Lucas Louback, enfatizou que a sociedade tem um papel essencial de mobilização e cobrança, visto que o tema também está associado às mudanças climáticas.
– Estamos enfrentando uma das piores secas do Brasil, recorde de temperatura, mais de 50% da população mundial se encontra em deslocamento em decorrência de mudanças climáticas. O clima agrava todo contexto do filme, então acreditamos que, com a narrativa do clima, conseguimos conscientizar que não há saída. Ninguém está isento das consequências das mudanças climáticas – afirmou.



















