Qualidade da água, do ar e ruído são acompanhados em tempo real; medida garante proteção permanente
Rio / São Paulo
A construção da Nova Serra das Araras avança acompanhada por um rígido sistema de monitoramento ambiental, com atenção permanente aos recursos hídricos, à qualidade do ar e aos níveis de ruído. As ações são conduzidas pela RioSP, uma empresa Motiva, e seguem critérios técnicos definidos pelos órgãos ambientais.
“O desenvolvimento da obra acontece sempre em conjunto com os órgãos que estabelecem as condicionantes ambientais. Temos uma equipe especializada que faz relatórios frequentes e acompanha cada indicador. Cumprimos o que é exigido e buscamos ir além, porque cuidar da natureza é um valor do projeto”, afirma Virgilius Morais, gerente de implantação da RioSP.

Um dos pontos centrais desse acompanhamento está nos cursos d’água localizados às margens da rodovia. Córregos e ribeirões passam por monitoramento quadrimestral, com coleta de amostras enviadas para análise laboratorial. Até o momento, não houve registro de contaminação, garantindo a preservação dos recursos hídricos da região da Serra das Araras.
A vigilância constante permite respostas rápidas diante de qualquer alteração ambiental. “O impacto ambiental tem urgência. Se não for tratado naquele momento, ele pode seguir seu ciclo e contaminar outros locais. Por isso, trabalhamos muito a sensibilização e a educação ambiental no dia a dia da obra”, explica Caroline Carvalho, analista ambiental da RioSP.
A qualidade do ar também é monitorada de forma contínua. Equipamentos semiautomáticos medem a concentração de partículas em suspensão, especialmente durante as fases de maior movimentação de solo. Para reduzir a poeira, são adotadas medidas como aspersão regular de água, cobertura de áreas expostas e controle operacional dos canteiros, mantendo os índices dentro dos padrões do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA).
Além da água e do ar, o controle ambiental inclui o acompanhamento dos níveis de ruído, principalmente durante detonações e operações com máquinas pesadas. O objetivo é minimizar impactos sonoros sobre trabalhadores e comunidades próximas, conciliando o avanço da obra com a qualidade de vida no entorno.

Para Virgilius Morais, o diferencial está na integração entre técnica e responsabilidade ambiental. “A gente faz cumprir tudo o que é condicionado, mas também tenta sempre fazer um pouco mais. Esse cuidado constante é o que garante segurança ambiental durante toda a execução do projeto”, destaca.
Com monitoramento contínuo, ações preventivas e equipes dedicadas em campo, a Nova Serra das Araras se consolida como um exemplo de que grandes obras de infraestrutura podem avançar com responsabilidade ambiental, protegendo a água, o ar e a população que vive ao redor da rodovia.
Maior obra rodoviária do país
A Nova Serra das Araras terá sua entrega antecipada de 2029 para 2027, dois anos antes do previsto, consolidando-se como uma das obras rodoviárias mais relevantes em andamento no Brasil. Localizada na Rodovia Presidente Dutra (BR-116), entre Piraí e Paracambi (RJ), a intervenção recebe investimento de R$ 1,6 bilhão e já gerou mais de 5 mil empregos diretos.

Executada pela EGTC e conduzida pela concessionária RioSP, uma empresa Motiva, a obra já ultrapassa 53% de avanço físico, com 70% da terraplanagem e das estacas concluídas. O projeto prevê 8 quilômetros por sentido, com quatro faixas e acostamento, além da construção de 24 viadutos em um novo traçado.
Os primeiros 4 quilômetros devem ser liberados no primeiro semestre de 2026, antecipando os benefícios aos usuários. A nova serra permitirá redução de até 50% no tempo de travessia, aumento da velocidade média de 40 km/h para 80 km/h e maior segurança viária. A obra moderniza um trecho crítico do principal corredor rodoviário do país, por onde circula cerca de 50% do PIB nacional, reforçando a logística, a economia e a mobilidade entre Rio de Janeiro e São Paulo.




















