Encontro com padre Rafael Duque abordou a criação de espaço para igreja no Parque do Contorno e o reconhecimento da Festa de Nossa Senhora Aparecida como patrimônio cultural
Um encontro entre o vereador e candidato a deputado federal Dr. Rodrigo Furtado (PL) e o padre Rafael Duque, da Paróquia Santo Agostinho, reuniu fé, história e tradições de Volta Redonda em um cenário bastante simbólico: aos pés do Cristo da Beira Rio, no bairro Volta Grande, às margens do Rio Paraíba do Sul.
No local, Rodrigo e padre Rafael conversaram sobre iniciativas que passaram pela Câmara Municipal e estão diretamente ligadas às comunidades católicas da cidade.
Uma delas já se tornou realidade. A Lei Municipal nº 6.845/2026, originada do Projeto de Lei nº 231/2025, de autoria de Rodrigo Furtado, autorizou a concessão de uso de uma área pública no Parque do Contorno à Mitra Diocesana de Barra do Piraí–Volta Redonda. A lei foi promulgada em 29 de junho deste ano.
O espaço será destinado à implantação da Igreja de São Cosme e São Damião e de estrutura voltada também para atividades sociais, culturais e comunitárias, atendendo a uma antiga demanda da comunidade católica da região.
Tradição de Nossa Senhora Aparecida
Outro assunto abordado no encontro foi o Projeto de Lei nº 221/2025, também de autoria de Rodrigo Furtado, que reconhece a tradicional Festa de Nossa Senhora Aparecida, realizada na Capela da Beira Rio, da Paróquia Santo Agostinho, como Patrimônio Cultural e Imaterial de Volta Redonda, além de incluí-la no Calendário Oficial de Eventos do município.
A proposta foi aprovada pela Câmara Municipal no dia 1º de setembro e encaminhada para sanção do prefeito.
Realizada todos os anos em 12 de outubro, no bairro Volta Grande, às margens do Rio Paraíba do Sul, a celebração reúne centenas de fiéis, famílias, crianças, pescadores e representantes de nove comunidades católicas.
Um dos momentos mais tradicionais da festa é a descida dos pescadores pelo Rio Paraíba do Sul levando a imagem de Nossa Senhora Aparecida. A programação também conta com missa campal, procissão e outras atividades religiosas e comunitárias.
Padre Rafael faz parte dessa história
A participação do padre Rafael Duque na celebração aparece na própria justificativa do projeto apresentado por Rodrigo à Câmara Municipal. O documento destaca a missa campal celebrada pelo sacerdote como um dos momentos marcantes da tradição religiosa e comunitária.
O reconhecimento como patrimônio busca preservar uma manifestação que reúne diferentes gerações e comunidades e que, ao longo dos anos, passou a integrar a memória religiosa e cultural de Volta Redonda.
O projeto prevê ainda a possibilidade de o Poder Executivo adotar medidas para preservação, valorização e apoio à festa, inclusive de forma logística, estrutural e institucional, observadas as disponibilidades orçamentárias.
Um cenário ligado à própria tradição
O local escolhido para a conversa também deu um significado especial ao encontro. O Cristo da Beira Rio fica justamente na região do Volta Grande onde acontece a tradicional celebração de Nossa Senhora Aparecida.
A Capela da Beira Rio, pertencente à Paróquia Santo Agostinho, está localizada no bairro Volta Grande, às margens do Rio Paraíba do Sul, cenário que todos os anos recebe a celebração e a participação dos pescadores.
Assim, o encontro entre Rodrigo e padre Rafael ocorreu em um espaço diretamente ligado à religiosidade e às tradições daquela comunidade.
Fé, história e comunidade
As duas iniciativas tratadas durante a conversa possuem objetivos diferentes, mas têm em comum a valorização das comunidades.
No Parque do Contorno, a legislação abriu caminho para a implantação de uma igreja e de um espaço destinado também a atividades comunitárias.
Na Volta Grande, o projeto aprovado pela Câmara busca reconhecer oficialmente uma celebração que há anos reúne moradores e comunidades católicas em torno da devoção a Nossa Senhora Aparecida.
Para Rodrigo Furtado, preservar essas manifestações é também reconhecer parte da própria história de Volta Redonda.
“A fé está presente na história da nossa cidade e na vida de milhares de famílias. Valorizar essas tradições é reconhecer aquilo que as comunidades construíram ao longo de gerações e ajudar a preservar essa história para o futuro”, afirmou Rodrigo.



















