Encontro discutiu avanços e desafios para ampliar participação de eleitores
Com uma série de debates e atividades, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) promoveu, nesta quarta-feira, dia 29, o encontro “Justiça Eleitoral para todas as pessoas: juntos pela acessibilidade e inclusão”. A iniciativa buscou fortalecer a participação política de pessoas com deficiência e incentivar uma democracia mais inclusiva.
A abertura do evento contou com apresentação da cantora, compositora e escritora Sara Bentes, acompanhada dos músicos Fabiano e Luan. Com trajetória internacional e reconhecida atuação na defesa da acessibilidade cultural, Sara é a dona da voz, chamada “Letícia”, do sintetizador utilizado nas urnas eletrônicas, que auxilia eleitoras e eleitores com deficiência visual ou com baixa visão a votar.
No encontro, Sara Bentes destacou o valor do voto com autonomia para todas as eleitoras e todos os eleitores. “A importância do voto para todas as pessoas é imensurável. É o exercício da cidadania com autonomia e dignidade. Houve um tempo em que pessoas cegas precisavam entrar com alguém na cabine de votação e não tinham garantia de que sua escolha seria respeitada. Por isso, é muito importante que a gente faça o nosso movimento e esforço para ir votar, colocar nossa opinião [na urna eletrônica] e fazer a diferença no destino do nosso país”, afirmou.
A mesa de abertura do encontro reuniu a secretária-geral da Presidência do TSE, desembargadora Andréa Pachá, a secretária nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Isadora Rodrigues Nascimento Santos, e a secretária de Modernização, Gestão Estratégica e Socioambiental do TSE, Wendy Andrade.
Democracia
A desembargadora ressaltou que garantir condições adequadas para o exercício do voto é um processo contínuo e essencial à democracia. Segundo ela, a Justiça Eleitoral tem avançado de forma consistente para transformar direitos reconhecidos em direitos efetivamente exercidos, especialmente para grupos historicamente excluídos.
De acordo com a magistrada, o Estatuto da Pessoa com Deficiência representou um marco ao assegurar o direito ao voto a pessoas antes consideradas incapazes. “Garantir esse direito é garantir dignidade, autonomia e cidadania”, disse.
Andréa Pachá também destacou a necessidade de ampliar mecanismos de inclusão no processo eleitoral. “A Eleição de 2026 deve ser uma festa cívica e democrática, que respeite as diferenças e, acima de tudo, reafirme a liberdade e a democracia para todos”, completou.
A secretária nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Isadora Rodrigues Nascimento Santos, reforçou que a acessibilidade e a inclusão são pilares da cidadania plena. Observou que pessoas com deficiência ainda são sub-representadas nos processos eleitorais e que a remoção de barreiras físicas, comunicacionais, tecnológicas e institucionais fortalece não apenas esse público, mas a democracia como um todo.
“Inovação não é só tecnologia de ponta, mas também a capacidade de remover barreiras, ampliar acessos e garantir que ninguém fique para trás”, assinalou.



















