Programação reúne igrejas, movimentos ambientais e população em ações de preservação
Volta Redonda viverá uma Semana do Meio Ambiente marcada pela união entre comunidades de fé, movimentos socioambientais, pesquisadores e sociedade civil organizada em defesa de dois dos principais patrimônios naturais da cidade: o Rio Paraíba do Sul e a Floresta da Cicuta. As Paróquias São Sebastião e Santo Antônio lideram a programação, que integra as celebrações dos 800 anos da morte de São Francisco de Assis e as atividades do Dia Mundial do Meio Ambiente, reforçando também o chamado da encíclica Laudato Si’, do Papa Francisco, pelo cuidado com a Casa Comum.
Audiência pública mobiliza defesa da Floresta da Cicuta
A programação começa na segunda-feira, dia 1º de junho de 2026, às 18h30, com a Audiência Pública sobre o Projeto de Lei Federal nº 1895/2026, na Câmara Municipal de Volta Redonda. Aberta ao público, a audiência discutirá a proteção da Floresta da Cicuta, uma das últimas áreas remanescentes de Mata Atlântica da região Sul Fluminense. O movimento “A Cicuta é Nossa” convoca a população para participar do encontro e fortalecer a mobilização popular em defesa do território ambiental.
Caminha em defesa do Rio Paraíba do Sul
Na sexta-feira, dia 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, as ações se concentram na região dos bairros Niterói, Aero Clube e Barreira Cravo. A partir das 8h, as Paróquias São Sebastião e Santo Antônio promovem um mutirão de limpeza às margens do Rio Paraíba do Sul. A concentração será na Igreja Santo Antônio, no bairro Niterói, onde o padre Juarez Sampaio, pároco da comunidade, fará a acolhida e a bênção de envio dos voluntários vindos de diferentes comunidades e movimentos sociais.
A caminhada seguirá pelas margens do rio até a Curva do Rio, com encerramento na Igreja São João Batista e momento de oração final. O percurso contará com coleta de resíduos, rodas de conversa sobre a situação ambiental do Paraíba do Sul, visita à garagem da Prefeitura de Volta Redonda com oração pelos servidores públicos e uma celebração ecológica em homenagem aos 800 anos de São Francisco de Assis. O encerramento está previsto para as 11h.
Para o padre Juarez Sampaio, a programação representa a vivência concreta da espiritualidade franciscana.“Celebrar São Francisco em 2026 é colocar a mão na massa. O rio e a floresta pedem nossa presença. É tempo de unir oração e ação pela Casa Comum. A audiência da Cicuta e o mutirão no Paraíba são gestos concretos de uma fé que cuida”, afirma o pároco.
A programação evidencia a convergência entre o conhecimento produzido por instituições federais de ensino e pesquisa e a atuação histórica das comunidades de fé na educação ambiental e na defesa dos territórios. Da floresta ao rio, Volta Redonda se mobiliza com ciência, espiritualidade e trabalho coletivo na mesma direção: proteger a vida em todas as suas formas.
A organização recomenda que os voluntários levem luvas, chapéu, garrafa d’água e sacolas retornáveis. Sacos de lixo e ferramentas serão disponibilizados no local. As artes oficiais das atividades já estão sendo divulgadas nas redes sociais das paróquias organizadoras.



















