Relatório registra 2.707 execuções em 2025, maior número em mais de quatro décadas; dados chineses seguem sob sigilo de Estado
Brasília – A China voltou a liderar o ranking mundial de execuções em 2025, segundo relatório anual divulgado pela Anistia Internacional. O número exato de condenações à morte aplicadas pelo governo chinês não é revelado — Pequim trata os dados como segredo de Estado — mas a organização estima que milhares de execuções foram realizadas no país ao longo do ano.
No restante do mundo, o cenário também preocupa. O relatório registrou 2.707 execuções confirmadas em 2025, o maior patamar em mais de quatro décadas. Entre os países que mais aplicaram a pena capital, além da China, estão Irã, Arábia Saudita, Iraque e Estados Unidos. Os métodos registrados incluem enforcamento, fuzilamento, decapitação, injeção letal e asfixia por gás nitrogênio.
A divulgação do relatório ocorre num momento em que o Brasil aprofunda suas relações comerciais e diplomáticas com a China, principal parceiro econômico do país. O Brasil não adota a pena de morte em tempos de paz, sendo sua proibição garantida pela Constituição Federal de 1988.



















