Evento destaca importância de cuidados específicos para controle dos tumores genéticos
O INCA (Instituto Nacional do Câncer) realiza nesta quinta-feira, dia 28, um evento em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Câncer, celebrado no dia anterior. Durante a ação será promovido o debate “A importância de uma linha de cuidado para a pessoa com predisposição ao câncer hereditário no Sistema Único de Saúde (SUS)”, às 10h. A ideia é que sejam estimuladas ações concretas a partir dessa e de outras discussões.
Cerca de 10% dos cânceres são hereditários, o que representa quase 50 mil ocorrências anualmente, uma vez que o INCA estima 483 mil novos casos de câncer (excluindo-se os de pele não melanoma) para cada ano do triênio 2023/2025.
“Uma das propostas é termos um ambulatório de risco para doença hereditária, no qual familiares de pessoas com determinadas mutações genéticas serão acompanhadas”, explica o coordenador de Pesquisa e Inovação do INCA, João Viola.
O pesquisador e chefe do Núcleo de Aconselhamento Genético do INCA, Miguel Moreira, acredita que a implantação de uma política de identificação de pessoas com maior risco e de cuidados específicos impulsionará a prevenção primária, evitando que o câncer se desenvolva nos portadores de alterações genéticas que aumentam a predisposição para a doença. Segundo Moreira, os valores dos exames genéticos caíram bastante, tornando possível a inclusão deles no SUS para um grupo selecionado de pessoas.
O evento também terá a conferência de Patrícia Ashton-Prolla, professora associada do Departamento de Genética e do núcleo permanente dos programas de Pós-Graduação em Genética e Biologia Molecular, e em Medicina, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
A ação acontece no Auditório Moacyr Silva, no 8° andar do prédio-sede do INCA, localizado na Praça Cruz Vermelha, nº 23, no Centro do Rio de Janeiro.



















